Washington, 30 jan (EFE).- A contração do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos anunciada hoje evidencia que é essencial adotar medidas imediatas para estimular a demanda e o setor financeiro, afirmou a Casa Branca.

Em um comunicado, Cristina Rohmer, presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, afirmou que a economia dos EUA continua se contraindo "de forma grave".

Na sua opinião, é necessário "um estímulo fiscal enérgico e bem planejado" para vencer "este grave declive e devolver a economia ao caminho do crescimento".

Segundo informações divulgadas hoje pelo Departamento de Comércio, o PIB caiu 3,8% nos últimos três meses de 2008, a maior diminuição em apenas um trimestre desde 1982 e o segundo retrocesso consecutivo do PIB real em seis meses.

No terceiro trimestre de 2008, a maior economia do mundo diminuiu 0,5% e no total do ano passado cresceu 1,3%.

A diminuição do último trimestre está dividida por todos os setores da economia, o que, segundo Rohmer, evidencia que os problemas que começaram no setor imobiliário e no financeiro se expandiram para praticamente todo o resto da economia.

"É essencial uma ação imediata para apoiar tanto o setor financeiro como a demanda em geral", afirmou.

A Casa Branca defende um plano de estímulo econômico que esta semana recebeu o sinal verde da Câmara dos Representantes e que ainda deve receber o sinal verde do Senado.

O plano é de cerca de US$ 819 bilhões, dos quais cerca de US$ 275 bilhões se destinariam a cortes de impostos e aproximadamente meio trilhão de dólares para investimentos em infraestruturas, energia, novas tecnologias e educação.

A Casa Branca afirma que com este projeto será possível criar ou evitar a perda de entre três e quatro milhões de empregos.

A oposição republicana se opõe à medida, ao reivindicar maiores cortes fiscais e afirmar que boa parte dos investimentos representa um desperdício e que farão pouco para estimular a economia real ou criar postos de trabalho.

Além disso, a Casa Branca defende uma reforma dos mecanismos reguladores do sistema financeiro. EFE mv/fal

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