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Casa Branca diz que estabeleceu bases para recuperação econômica

Washington, 16 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, disse hoje em seu último relatório sobre a situação econômica que seu Governo estabeleceu as bases para que se inicie a recuperação econômica no começo do próximo mandato, do democrata Barack Obama.

Na introdução do documento, Bush assinalou que sua Administração "fixou as bases para a volta ao crescimento econômico e à criação do emprego".

O Conselho de Assessores Econômicos do presidente, encarregado de elaborar o relatório, acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 0,2% em 2008, e que crescerá 0,6% este ano.

Um dos principais motivos do enfraquecimento econômico é a despesa dos consumidores, "que está em processo de ajuste em função das perdas substanciais de riqueza", segundo o relatório.

A queda do preço dos imóveis, o desabe das bolsas e o aumento do desemprego geraram uma redução do consumo, que movimenta dois terços da economia dos Estados Unidos.

Para 2010 e 2011, o conselho presidencial prevê uma forte alta do PIB de 5% por ano.

A recessão, que começou em dezembro de 2007, aumentou nos últimos meses. Analistas do Governo acreditam que a economia do país caiu 0,5% no último trimestre do ano.

Segundo seus cálculos, a recuperação começará na segunda metade do ano, enquanto o desemprego alcançará um máximo de 7,7%, cinco décimos a mais que o nível atual.

No entanto, os analistas privados estão mais pessimistas que a Casa Branca. O banco ING, por exemplo, previu ontem que a economia americana cairá 1,6% este, e terá um crescimento de 1,2% em 2010.

Os dados econômicos divulgados hoje reforçaram a posição dos mais fatalistas.

O Índice de Preços ao Consumidor caiu 0,7% em dezembro nos Estados Unidos, diante da forte queda do consumo. Em 2008, a inflação subiu 0,1%, o número mais baixo em mais de meio século.

Além disso, a produção industrial caiu 2% em dezembro, o dobro que o previsto, especialmente pela devastação nas vendas de automóveis.

No relatório da Casa Branca, Bush disse que preferia ter seguido os princípios do livre mercado em sua política econômica, mas que se viu obrigado a violá-los com intervenções públicas em razão das ameaças ao sistema financeiro.

"A resposta governamental sem precedentes foi a única opção responsável", afirmou.

No documento, seus assessores disseram que essas medidas prepararam o caminho para "uma recuperação econômica robusta no começo do mandato da nova Administração".

Um tom diferente foi adotado por Christina Romer, a candidata de Obama a presidir seu Conselho de Assessores Econômicos, em um pronunciamento ontem ao Congresso, na qual disse que a economia está fraca "e se deteriora rapidamente".

"A possibilidade de uma contração econômica contínua enfraquecerá ainda mais o setor financeiro, e ocasionará um aumento devastador do desemprego. Esse é um risco que exige ações imediatas e sem precedentes", afirmou Romer.

A equipe de Obama promove um pacote fiscal para estimular a economia, mas ainda precisa negociar com o Congresso.

Os líderes democratas da Câmara Baixa apresentaram ontem uma proposta no valor de US$ 825 bilhões. O pacote seria usado no investimento em infraestruturas, em programas sociais e de energia, e na transferência aos estados, que enfrentam uma crise fiscal pela queda da arrecadação e o aumento do custo dos programas públicos.

EFE cma/mh

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