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Casa Vídeo quer demitir 3 mil funcionários, diz sindicato

A rede de varejo Casa & Vídeo pretende demitir 3 mil funcionários em todo o País, o equivalente a metade de seus empregados diretos, sendo que 1,5 mil cortes seriam realizados apenas no Rio, onde tem forte atuação. Na semana passada, já foram dispensadas 500 pessoas, informou hoje o Sindicato dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro.

Agência Estado |

A empresa foi procurada, mas não fez nenhum pronunciamento oficial. Ao todo, são 70 lojas entre o Rio, Belo Horizonte e Espírito Santo, com mais 20 mil empregos indiretos.

O sindicato informou que o comunicado da Casa & Vídeo com o planejamento de demissões foi enviado no início desta semana. O motivo alegado pela empresa seria problema de fluxo de caixa, já que as contas bancárias da rede de varejo estão bloqueadas desde novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a operação "Negócio da China", por causa de suspeitas de irregularidades das operações da Casa & Vídeo.

O presidente do sindicato, Otton Mata Roma, afirmou que a Casa & Vídeo está propondo duas formas de desligamento: suspensão do contrato de trabalho por 5 meses ou demissão com pagamento de 80% das verbas rescisórias. "Entendemos que nenhuma das propostas são favoráveis. Mais uma vez o trabalhador vai ser penalizado por má administração", disse o sindicalista. Segundo ele, as propostas vão ser encaminhadas aos trabalhadores da rede varejista por meio de uma assembléia geral, que deve acontecer em até duas semanas.

Roma também afirmou que as lojas da Casa & Vídeo só estão aceitando pagamento em dinheiro ou no carnê da própria empresa. Cartões de crédito e cheques não são mais aceitos. O sindicalista conta que o motivo é fazer fluxo de caixa.

A operação realizada na Casa & Vídeo contou com a colaboração da Receita Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal. O objetivo foi o de investigar suspeitas de sonegação de impostos, evasão de divisas, descaminho (contrabando), lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Na ocasião, 13 pessoas foram presas, oito carros blindados foram apreendidos, assim como 80 carretas com mercadorias.

Entre os presos, estavam dois dos proprietários da Casa & Vídeo, Luigi Fernando Milone e Atilio Milone. De acordo com a Polícia Federal, as investigações que resultaram na operação foram realizadas durante dois anos, período em que a rede varejista teria sonegado cerca de R$ 100 milhões. As informações da PF apontam ainda para uma dívida de R$ 40 milhões com a Previdência Social.

A operação da Polícia Federal apurou que o esquema tinha início com a importação de produtos chineses que entravam no País com preços subfaturados. A diferença entre o valor de fato e o de entrada no mercado brasileiro era pago ilegalmente fornecedores chineses. Os recursos para bancar essa operação seriam originários do paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, onde estão sediadas empresas e importadoras ligadas à Casa & Vídeo. As investigações apontam para cerca de 50 companhias envolvidas no esquema.

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