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Cartões e dinheiro tomam espaço dos cheques nos pagamentos, diz BC

BRASÍLIA - O uso de meios eletrônicos de pagamentos continua em expansão, mas a utilização do dinheiro em espécie (cédulas e moedas), também. Pesquisa divulgada hoje pelo Banco Central (BC) aponta que houve um crescimento anual de 17% no uso de dinheiro vivo entre 2002 e 2007. O volume de papel-moeda em poder do público passou de 2,9% para 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Valor Online |

A quantidade de papel-moeda per capita saltou de R$ 242,54 em 2002 para R$ 442,83 no ano passado, segundo o BC. A maior utilização do dinheiro pode ser explicada pela queda da inflação, que induz o brasileiro a ter mais dinheiro disponível à mão e pagar à vista.

Outra explicação é a recuperação de renda das faixas de menor poder aquisitivo, pois de acordo com o BC, apesar de grande expansão na emissão de cartões (de crédito e de débito), essa parcela da população ainda usa tais instrumentos com parcimônia, preferindo o dinheiro em espécie.

O uso de cartões de crédito e de débito cresceu 19% em quantidade, nos últimos cinco anos, e 24% em valor. De acordo com o estudo, no caso do cartão de crédito houve queda de 13,8% em quantidade, e de 9,9% no valor médio das transações por cartão emitido, justamente pelo grau de utilização inferior à média histórica entre a classe de menor renda.

Por ter relação mais estreita com a conta corrente bancária, a quantidade unitária de cartão de débito cresceu 277% entre 2002 e 2007, enquanto o número de cartões de crédito aumentou 123% em igual intervalo.

O levantamento do BC sobre as formas de pagamento de varejo no país mostra evolução de 53,4% no uso de instrumentos eletrônicos nos últimos cinco anos, ocorrendo uma elevação de 9,4% entre 2006 e 2007. Já o uso do cheque caiu 36,8% no período, com recuo mais acentuado entre 2006 e 2007, de 10,6%.

Os cartões respondiam por metade dos pagamentos em todo o país no ano passado (representavam 46,2% do total em 2006), enquanto os cheques responderam por 19%, recuando de 23,1% no ano anterior.

Os repasses de recursos bancários via Transferência Eletrônica Disponível (TED) para valores abaixo de R$ 5 mil equivaliam a 8,3% entre os instrumentos de pagamento, percentual que apresentou alta sobre os 6,9% que correspondiam em 2005.

A quantidade de cartões de crédito em circulação deu um salto de 38%, de 2006 para 2007, segundo o BC, ante um aumento médio de 25% nos três anos anteriores. Já o número de cartões de débito subiu 4,5% em igual período, representando 1,6 cartão por conta bancária no ano passado.

Em 2007 havia um cartão de débito para cada brasileiro, e 0,6 cartão de crédito per capita. O estudo do BC conclui que houve uma significativa evolução no uso de instrumentos eletrônicos, com a ressalva de que há ganhos de eficiência a serem atingidos, se considerada a baixa interoperabilidade das redes de auto-atendimento, os caixas eletrônicos dos bancos, também chamados de ATMs.

Segundo a autoridade monetária, houve um aumento anual de 5,1% no compartilhamento das ATM pelos bancos. Porém, houve um recuo de 3% no uso geral dessas máquinas, e aumento de 21% nas operações bancárias via Internet ou por outro tipo de acesso remoto.

O Departamento de Operações Bancárias e Sistemas de Pagamentos (Deban) do BC lembra que junto com a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça e com a Secretaria de Acompanhamento Econômico da Fazenda, continua a fazer um mapeamento da indústria de cartões eletrônicos, em especial sobre os elevados custos operacionais para a rede intermediária (comércio, indústria, prestador de serviços) entre o usuário e as administradoras de cartões.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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