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Carteiros devem hoje pôr fim à greve de 20 dias

Deve terminar hoje a greve dos funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), que começou em 1º de julho. A expectativa do secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios (Fentect), Manoel Cantoara, é de que até o fim da tarde o acordo fechado no sábado com a direção da estatal seja aprovado pelos grevistas em assembléias que serão realizadas em todos os Estados atingidos pelo movimento grevista.

Agência Estado |

"Os sindicatos estão orientados pela Federação a aprovar o acordo. O pessoal já volta ao trabalho amanhã (hoje) mesmo", disse Cantoara. Ele calcula que em 14 dias, no máximo, o fluxo de entrega das correspondências estará normalizado.

O acordo entre os Correios e os funcionários foi fechado no sábado, após uma reunião de quase oito horas coordenada pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa. Foi o ministro quem anunciou, após o encontro, que a greve chegaria ao fim.

A paralisação dos funcionários dos Correios começou no dia 1º de julho. Ao todo, cerca de 130 milhões de correspondências deixaram de ser entregues nesse período por conta da greve, segundo cálculos da ECT.

A Fentect aceitou a proposta formulada pelo governo de pagar abono de 30% sobre o salário-base a 43 mil carteiros. O acordo fechado no sábado inclui ainda pagamento de benefício linear de R$ 260 a outros 16 mil funcionários dos Correios, tais como motoristas, operadores e atendentes das agências.

Outro ponto polêmico resolvido entre a estatal e os manifestantes diz respeito ao pagamento pelos dias parados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a participar diretamente da discussão ao dar aval a Hélio Costa, por telefone, para que a ECT não desconte os dias de greve dos funcionários e faça a compensação usando o banco de horas. Antes do acordo, os Correios pretendiam descontar dos salários o equivalente a 50% dos dias sem trabalho.

Os funcionários e os Correios ainda discutirão o plano de cargos e salários, que será apresentado ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). O acordo salarial também será apresentado ao TST, para homologação.

A estimativa do governo é de que o abono de 30% para os carteiros, somado ao benefício que será dado aos outros funcionários terá impacto de R$ 10 milhões no orçamento mensal dos Correios.

Ao longo dos 20 dias de greve, 420 milhões de correspondências foram despachadas, das quais 69% foram entregues. Os serviços de entrega com hora marcada (como Sedex 10 e Sedex Hoje) tiveram de ser suspensos durante a paralisação. Na sexta-feira, um dia antes do acordo, cerca de 17% dos 108 mil funcionários da empresa participavam da greve, segundo informações da ECT.

A greve foi deflagrada porque no ano passado os Correios comprometeram-se a criar um benefício de periculosidade para os funcionários. Em caráter emergencial e provisório, pagou a todos os carteiros o equivalente a 30% dos salários, por seis meses. Este mês, a empresa criou um benefício permanente de R$ 260, pago a 53 mil trabalhadores. Mas eles exigiam a volta dos 30% para toda a categoria.

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