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Cartão de crédito: uma faca de dois gumes

No caso do cartão de crédito, o limite entre o céu e o inferno é uma linha muito tênue, afirma Andrew Storfer, diretor de Economia da Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac). Por isso, é preciso tomar muito cuidado para que as prestações contraídas no cartão não afundem o consumidor em dívidas.

Agência Estado |

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Storfer diz que a melhor forma de pagamento é sempre a opção à vista. Mas, caso o consumidor decida mesmo parcelar a compra, ele afirma que o cartão de crédito é a melhor alternativa. "É um jeito de dividir o pagamento e não pagar os juros que teria em um empréstimo, por exemplo", diz o economista.

Porém, o economista ressalta que, na maioria dos casos, é ilusória a idéia de que a compra no cartão tem juro zero. "Muitas vezes o preço anunciado pelo lojista já embute os juros do financiamento. Por isso ele pode oferecer ao consumidor um parcelamento que, em teoria, não tem prestações reajustadas."

O financiamento sempre tem um custo. "A questão é saber se quem está assumindo esse custo é o fabricante (que subsidia o parcelamento por meio da loja), o lojista ou o consumidor, que paga os juros embutidos no preço à vista do produto", observa Storfer.

Para conferir se o valor à vista tem juros embutidos, o economista recomenda que o consumidor pergunte ao vendedor se a loja concede algum desconto para quem pagar a compra de uma vez. "Se a resposta for não, comprar a prazo no cartão se torna um bom negócio."

Mas Storfer recomenda que o consumidor faça um planejamento financeiro, liste suas despesas e tente não acumular muitas parcelas para não perder o controle do que gastou. "Lembre-se de que se você deixar de pagar a fatura do cartão em dia, terá de arcar com juros altíssimos, que chegam a mais de 10% ao mês."

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