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Unidos pela distância

Conheça algumas companhias que permitem aos funcionários trabalhar no esquema de home office. E veja como elas controlam a produtividade da equipe

Andreza Emília Marino |

Existem áreas que não permitem que o profissional trabalhe na própria casa, pois demandam interação constante com uma equipe muito grande ou necessitam de uma infra-estrutura muito difícil de ser reproduzida fora da empresa.

No entanto, há profissões que consentem a atuação num home office, seja por alguns dias da semana ou por todo o período. Empresas que têm times globais ou até mesmo filiais com diferença de fuso-horário podem usar desse artifício. Afinal, se o funcionário precisa fazer uma conferência às 5h ou às 23h, compensa que ele trabalhe de casa uma parte ou todo o dia, analisa Mauro Shira, consultor da área de Coaching e Sustentabilidade da Franquality, em São Paulo.

Adriano Meirinho, diretor de Marketing da Catho Online acredita que, na era da mobilidade, praticamente todos os gestores acabem trabalhando em casa, além do dia-a-dia no escritório. As empresas de tecnologia e consultorias, principalmente, criaram programas específicos para esse tipo de prática. Alguns profissionais da área de vendas também, afirma. Além da qualidade de vida, por conta do trânsito das cidades grandes, há também a questão do aumento da produtividade do colaborador. Escritórios de advocacia e empresas de comunicação e publicidade são outros exemplos.

No Brasil, segundo Meirinho, estima-se que quase 3 milhões de pessoas trabalhem exclusivamente em casa, e mais de 786 mil trabalham parte do tempo em casa e outra parte no escritório. Nos Estados Unidos, esse número triplica. São mais de 10 milhões de trabalhadores que realizam suas tarefas da própria casa.

Para as empresas, trata-se de algo vantajoso também. Elas não precisam manter escritórios enormes e conseguem cortar gastos com tecnologia, papelaria, energia e até mesmo higiene, afirma Mauro Shira, consultor da área de Coaching e Sustentabilidade da Franquality, em São Paulo. As companhias passam, assim, a contar com escritórios open space, aqueles com baias no lugar de salas fechadas. As baias não têm dono e, para usá-las, basta ligar o notebook.

E a produtividade?
Controlar a produtividade da equipe é uma questão complicada e que exige disciplina por parte do gestor. Não é qualquer pessoa que tem plenas condições de trabalhar em casa. Algumas empresas fazem uma triagem antes de decidir pela migração desse colaborador. A solidão e a falta de organização podem fazer com que a produtividade se reduza em vez de progredir, como era o esperado.

A questão da confiança também é um fator relevante. O superior imediato não estará ali o tempo todo para averiguar o rendimento do colaborador. Logo, habilidades como organização, concentração, transparência e motivação são fundamentais para o sucesso de quem for trabalhar em casa.

Quem trabalha em casa cumpre horários, vive plugado em todos os meios de comunicação instantânea, faz reuniões com outros profissionais do mundo inteiro, por meio de videoconferências, constata Meirinho, da Catho Online. Os profissionais de vendas, como representantes, por exemplo, também agem assim. Eles dividem o tempo entre o home office e as visitas aos clientes.

O lado ruim
Além da possível queda no desempenho, há também a questão do preconceito dos próprios gestores. Os mais tradicionais ainda acreditam que, se não estão vendo o funcionário, ele não está trabalhando, conta Shira. Por conta disso, ele corre o risco de ser esquecido na hora de uma promoção ou, pior, lembrado na hora de um corte.

Esse contraponto relaciona-se também ao isolamento e à perda dos vínculos informais. Embora não pareça, cruzar e conversar com um colega no corredor é muito importante para a rede de contatos. Pode ser que ele seja seu par num projeto futuro ou até o indique para uma promoção ou vaga externa, ensina o consultor da Franquality.

O ideal, segundo Shira, é que o colaborador tire alguns momentos para visitar o escritório, almoçar com os colegas e, sobretudo, manter contato, seja por e-mail ou telefone. O importante é que ele prove que está produzindo e não matando o tempo em casa, diz.

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