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Treinamentos experienciais mudam rotina dos executivos

Atividades como regata oceânica, rafting, paintball, e até mesmo treinamento militar ajudam profissionais a desenvolver competências

Andreza Emília Marino |

Para obter resultados mais completos, as áreas de Recursos Humanos das empresas vêm apostando em cursos fora das salas de aula, sem que exista um professor mostrando o conteúdo para um grupo pouco concentrado, por meio de um projetor.

Os chamados treinamentos experienciais ¿ que têm esse nome por proporcionarem vivências conforme as necessidades das empresas ¿ vêm sendo amplamente utilizados. Esses cursos são interessantes porque conseguem romper preconceitos, explica Heloisa Amaral de Souza, da Sharing Consultores Associados, do Rio Grande do Sul.

Ela conta que eles são empregados não apenas para cargos gerenciais. Conheço uma empresa que adotou um treinamento de arvorismo para funcionários de chão de fábrica, cujos resultados foram muito positivos em termos de conscientização sobre a importância do trabalho em equipe.
 
As pessoas sabem que precisam trabalhar juntas para obter resultados positivos, mas vão perdendo esses valores na correria cotidiana. O resultado é interessante, já que eles trazem à tona sentimentos esquecidos, garante Mauro Shira, consultor da área de Coaching e Sustentabilidade da Franquality, de São Paulo.

Por conta da demanda, existem várias alternativas, que vão das atividades de alpinismo, rafting e canoagem aos mais inusitados (veja a galeria de imagens) . A Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), por exemplo, ensina estratégia militar aos executivos. O curso inclui aulas de estratégia, análise e previsão de cenários e geopolítica. No ano passado, aconteceu uma viagem a instalações militares brasileiras na Amazônia.

Não vamos ensinar um executivo a guerrear, mas existem ferramentas usadas nas Forças Armadas que podem ser úteis no mundo corporativo, quando analisamos o mercado como um campo de guerra. A viagem mostra, na prática, como funcionam essas ferramentas, diz o coronel Edson Rodrigues, coordenador do curso.

Executivos ao mar
A escola de iatismo BL3, localizada em Ilhabela (SP), aplica regatas oceânicas para executivos desde 2000. Foram realizados até o momento 135 eventos para quase 100 empresas e 4 mil executivos. Trata-se de uma vivência que leva os participantes a atuar como tripulantes de um veleiro oceânico, trabalhando em equipe. Cada um dos integrantes assume uma das diversas funções específicas de bordo, conduzindo o barco como um verdadeiro time.

A vivência propõe um aprendizado nos aspectos de desenvolvimento de lideranças, gestão de mudanças, integração, planejamento e trabalho em equipe. Num veleiro, assim como numa empresa, os resultados positivos são consequências do trabalho em conjunto e de relacionamentos eficazes, baseados em confiança, avalia Felipe de Otero Mello coordenador operacional da BL3.

Aprender e brincar
Um parque de diversões também pode ser um cenário interessante para uma vivência corporativa. No Hopi Hari, localizado no interior de São Paulo, foi desenvolvido o programa Hopi Venturi, que já acolheu 18 empresas.

Os participantes são divididos por equipes, que representam as cinco regiões do parque e que competem entre si. Há corridas de bicicletas, construção de botes, leilão de objetos, entre outras atividades. Ganha a equipe que somar mais hopis, o dinheiro do Hopi Hari.

Henrique Baccela, gerente de marketing da Telefônica que participou do Hopi Venturi, achou que o programa atingiu os objetivos. A dinâmica mistura, de forma construtiva, as habilidades e treinamento profissional com diversão. A coordenadora de marketing da empresa, Marta Isidia, concorda. O conjunto de tarefas desenvolvidas pelo Hopi Venturi é um espelho dos desafios, oportunidades e vivências profissionais.

Para comemorar os 55 anos de atividades, a empresa de transportes Itapemirim presenteou sua equipe de 108 gerentes com o programa. Segundo o gerente de RH, Samuel Stafanato, o treinamento fortaleceu o grupo. Foi muito positivo em todos os aspectos, mas principalmente com relação à integração de nossa equipe, que melhorou bastante, conta.

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