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Sentimento de não saber onde se pertence é comum em repatriados

EXPATRIADOS
¿ Expatriados buscam oportunidades no Brasil
¿ Treinamento ajuda repatriado na readaptação à terra natal

Lá fora, saudades do Brasil. Aqui dentro, saudades do país onde se vivia ¿ provavelmente muito mais organizado, limpo e seguro. Esse é, basicamente, o sentimento de frustração dos repatriados que desembarcam no País após uma temporada fora.

Segundo Mariana Barros, sócia da Differänce Intercultural Consultants , consultoria que promove treinamentos de adaptação para expatriados e repatriados, essa insatisfação é comum em pessoas que moraram no exterior por mais de seis meses.

Readaptação - Os treinamentos de repatriação são importantes para ajudar a pessoa a se readaptar. É um nível de frustração grande porque os executivos pensam que se algo der errado durante a expatriação, eles podem voltar para casa. Mas, quando voltam, nada mais é como antes, os amigos mudaram, a vida andou para todo mundo, comenta.

Segundo a consultora, esse programa tem o objetivo de explorar o lado positivo de retornar, mostrar que o profissional agora tem uma mente global, e que terá de refazer o networking e os amigos.

A tradutora Aline Machado, de 38 anos, conhece bem esse sentimento que é uma mistura de alegria de retornar, com a frustração de não reconhecer mais os amigos e até a própria família.

Choque - Depois de 14 anos na Espanha, ela está de volta há oito meses. Senti um choque cultural muito grande, especialmente na questão da segurança. Em Madri, eu podia sair às 21 horas sem carro, sem problemas. Aqui em Brasília não é assim, compara.

Para a tradutora, um dos aspectos mais difíceis do retorno é a busca do trabalho. Eu não sabia nem por onde começar. Acho que Brasília é uma cidade diferente das outras, não há muitas empresas, o serviço público é o lado mais forte. Por isso, vou prestar um concurso.

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