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Suspeito de cometer crime pode ter contrato de trabalho suspenso

Colegas devem evitar envolvimento com o caso, diz consultor

Maria Carolina Nomura, iG São Paulo |

Casos em que profissionais são acusados de desvios ou crimes abalam não apenas a vida pessoal dos envolvidos, mas também a profissional. Exemplos de grande repercussão na mídia ¿ como os do goleiro Bruno, do Flamengo, acusado de mandar matar a ex-amante, ou do médico Roger Abdelmassih, preso sob acusação de abusar sexualmente de suas pacientes ¿ são casos extremos. Mas, no dia a dia das corporações, ter um de seus membros sob acusação não é uma situação tão rara. 

Dependendo da natureza da infração, um mal-estar geral pode acometer toda a equipe que trabalhava com esse funcionário. Ao mesmo tempo em que deve ter cautela ao decidir se demite o acusado antes do fim do processo, a empresa também não pode ficar parada e sem ação em casos como esses.

Paulo Henrique Rocha, consultor de Negócios da Corrhect, empresa de gestão em Recursos Humanos do grupo Raduan, diz que, em primeiro lugar, os funcionários não devem se envolver com o caso. A distância se faz necessária para evitar outros tipos de problema e até mesmo de algum envolvimento que comprometa outros colaboradores na história, aconselha.

Segundo ele, algumas ações preventivas podem ser tomadas. Por exemplo, o caso pode ser comunicado ao Departamento de RH para que este tome ciência da situação, de forma a avaliar e monitorar o ambiente, explica.
 
Já o chefe ou gestor, ensina Rocha, pode chamar a pessoa para conversar e entender melhor o problema. Ele também pode falar com a equipe para tranquilizá-la quanto ao episódio. Ainda no caso do chefe, uma conversa com o departamento jurídico da empresa ajudaria a entender melhor a situação. Além de uma boa ação preventiva, é uma maneira de estar atento às ações que devem ser tomadas para que o caso não afete a empresa de outras formas.

Na lei - Juridicamente, o advogado trabalhista Cristiano Gonçalves comenta que o direito do trabalho não guarda relação de dependência com questões discutidas na esfera penal. Tal direito é limitado à verificação da caracterização do ilícito no âmbito trabalhista, uma vez que a justa causa baseia-se no fato de que não existe confiança necessária à continuidade do vínculo empregatício entre as partes, explica.

Ao mesmo tempo, se o fato que repercutiu negativamente na mídia estiver trazendo prejuízos financeiros e danos à imagem da empresa, pode-se dizer que existem elementos suficientes para impossibilitar a continuidade do vínculo empregatício, continua o advogado.

Outra saída para a empresa é a demissão sem justa causa, arcando com todos os encargos, ou suspender o contrato de trabalho até a decisão final do Poder Judiciário.

Leia também:
- Como agir se o chefe pede para fazer algo antiético?
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