Brasil é país mais procurado por alunos brasileiros de MBA no exterior

Se no Brasil as pessoas fazem estágios em empresas para testar o nível de aptidão em suas carreiras, no exterior, é comum estudantes ¿ tanto de graduação quanto de Master in Business Administration (MBA) ¿ se arriscarem nos summer jobs , ou empregos de verão, que têm duração de cerca de três meses.

Em algumas escolas de negócios internacionais, esses estágios são obrigatórios. No Brasil, como os MBAs não são por tempo integral, dificilmente há a opção de se passar por uma temporada em alguma companhia, uma vez que os estudantes já estão empregados.

Segundo Juliana de Lacerda, sócia-diretora da consultoria GNext, essa curta experiência vivenciada nos summer jobs proporciona ao estudante conhecer uma outra área até então desconhecida para ele.

Bolsa-auxílio - É também uma forma de conseguir reaver o investimento do MBA. A maioria desses estudantes está fora do mercado por estar estudando, com isso, conseguem uma renda, além do que esse estágio pode ser a porta de entrada para um trabalho definitivo, afirma.

Para os brasileiros que estudam em escolas de negócios do exterior, realizar summer jobs no Brasil está sendo cada vez mais uma constante. É o que aponta um estudo feito pela GNext com 94 brasileiros dos principais MBAs do mundo, segundo o ranking da Financial Times.

Verde-amarelo - De acordo com o levantamento, 57% dos alunos fizeram summer jobs no Brasil, 21% nos Estados Unidos e 15% Inglaterra. O número segue a tendência de 2008, quando os alunos de MBA começaram a dar mais importância ao cenário nacional, também por conta da crise internacional que secou as oportunidades no exterior.

André Kimura, de 30 anos, estudante de Kellog, é uma das pessoas que integrará essa estatística. Em alguns meses, ele virá ao Brasil fazer um estágio na consultoria ATKearney, em São Paulo.

Há alguns anos, todo brasileiro procurava ficar nos Estados Unidos, porque cada dólar equivalia a R$ 3. Hoje, com o dólar desvalorizado e empresas brasileiras buscando mão de obra mais qualificada, o salário está em paridade com o que ganharia em dólar, afirma.

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