Gutemberg B. de Macêdo responde às perguntas dos internautas

O iG Empregos convidou Gutemberg B. de Macêdo, presidente da Gutemberg Consultores, para ajudá-lo a descobrir se existe a possibilidade de você perder o emprego. Ele é autor de livros como Fui Demitido. E Agora? A Demissão não é o Fim ; Outplacement - A Arte e a Ciência da Recolocação ; e Carreira - Que Rumo Seguir?

Estou no último ano de Publicidade e Propaganda. Há pouco mais de oito meses, estagio no departamento de marketing de uma empresa do ramo de construção. Não há previsão de efetivação. Gostaria de saber se é a hora certa para procurar um emprego efetivo. O que devo fazer? ¿ Flavia Lopes, São Paulo
Flávia, fique onde está. Amplie o período de treinamento o máximo que puder e, quando a crise passar, aborde a empresa e veja se há a possibilidade de ser contratada. Caso contrário, você deve buscar outras oportunidades.

Trabalho em uma faculdade, na área de Marketing. Não me sinto sendo útil, pois quase não há o que fazer. Isso pode ser um indício de que vão me mandar embora? ¿ Lucas Kisil
Lucas, alguns pontos da sua pergunta não ficaram claros. De qualquer forma, procure permanecer no emprego por um período entre 12 e 18 meses para explorar todas as possibilidades que a empresa oferece. Depois disso, se você achar necessário, procure outra posição.

Trabalho como conferente num terminal portuário. Um supervisor começou a testar minha integridade. Horário, folgas, férias, tudo começou a ser alterado para que eu não suporte a situação. Não gostaria de ficar, nem enfrentá-los, mas quero manter meus direitos e minha integridade. O que posso fazer? ¿ não identificado
Se você tem diferenças com esse supervisor, o ideal é que, na hora oportuna, peça para conversar com ele e tente entender o que acontece. Explique que você quer apenas fazer o seu trabalho da melhor maneira.

Sou Arquiteto, com 15 anos de atuação como profissional liberal. Gostaria de trabalhar em Luanda (Angola). Com a crise, as grandes construtoras tendem a conter as contratações ou estão com os planos traçados e têm estabilidade para manter os processos em andamento? ¿ Marcos Barragam
Marcos, tudo depende da extensão e da duração dos contratos da construtora. Tente se informar sobre isso antes de tomar uma decisão.

Tenho 37, sou casado e formado em Ciências Contábeis desde 2006. Estou trabalhando no setor de contas a receber de uma grande empresa como temporário e o contrato acaba no final do mês e dizem que não irão renová-lo. O que faço? ¿ Marcelo Tebon
Marcelo, nesse caso, o conselho é ir à luta. Atualize seu currículo, prepare-se para as entrevistas de emprego e encontre uma outra oportunidade. Boa sorte!

Em meu setor de trabalho, hoje há mais chefes que trabalhadores. Creio que o presidente da empresa não sabe o que acontece e temo que isso prejudique o desempenho da empresa ou leve a prejuízos que acabem causando demissões. Como posso fazer algo ¿ Enir
Enir, recebi e li seu relato com muito interesse. No entanto, pense verdadeiramente se a causa de suas angústias está verdadeiramente nos outros ou em você. De qualquer maneira, o passado já foi. É hora de olhar para frente e seguir a vida. Boa sorte!

Trabalhei muitos anos como empregado. Em 1989, montei uma locadora de vídeo. Cheguei a expandir para três lojas. Em março de 2008, encerrei as atividades de vídeo. Tenho 50 anos e tento retornar ao mercado há um ano, sem sucesso. Desenvolvi e aprovei pelo Ministério da Cultura alguns projetos ligados às questões África-Brasil e estou captando recursos para a execução dos mesmos. O que acha? ¿ não identificado
Continue batalhando na captação de recursos, faça contatos, mostre a viabilidade e o retorno sobre o investimento para conseguir seus objetivos. Acho que você está no caminho certo. Boa sorte!

Tenho 33 anos e trabalho como assistente de faturamento em uma multinacional inglesa. Fui contratado em setembro de 2008. Em meu departamento são dois assistentes de faturamento. O volume de emissão de notas fiscais é muito maior em meu horário. Meu companheiro de faturamento tem mais tempo de empresa que eu (cinco anos), mas está ganhando cerca de R$ 200 a mais. O que faço? ¿ Anderson Prado
Anderson, você foi contratado para desempenhar essa função e aceitou o salário. Você tem duas opções: pede um aumento, que pode ou não ser aceito, ou tenta encontrar um novo emprego.

Tenho 18 anos e trabalho desde novembro de 2007 em um escritório de advocacia. Não estou satisfeito com meu salário e estamos trabalhando irregularmente. Meu chefe quer que eu peça demissão para que ele me contrate pela por outra empresa. Isso é correto? Eduardo Santos
Se você está insatisfeito com seu salário, meu conselho é procurar algo que lhe pague mais. Mas lembre-se de que um profissional que quer o desenvolvimento da carreira não deve apenas olhar a questão salarial. Você deve analisar as oportunidades de crescimento e aprendizado também.

Tenho 44 anos, moro em São Paulo, sou solteiro e formado há 23 anos em Processamento de Dados. No entanto, nunca gostei da área. Trabalhei em banco, ministrei palestras, mas não me sinto realizado. Meu sonho era trabalhar com música ou montar um bar. No entanto, nunca corri atrás. Estou pensando em me tornar corretor de imóveis. O que acha? ¿ JotaCê
JotaCê, é muito difícil chegar a algum lugar quando falta um objetivo claro. Procure escolher algo pelo qual tenha paixão. Sem isso, você corre o risco de acumular mais uma desilusão.

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