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Setor automobilístico brasileiro dá férias coletivas

Montadoras reduzem produção por preverem queda na venda de automóveis. Mas negam que medida esteja associada à crise

Isis Coelho |

Na última segunda-feira (6), duas das maiores montadoras de carros do Brasil, Fiat e  General Motors (GM), anunciaram férias coletivas para parte dos funcionários. Com a decisão, ambas reduziram a capacidade de produção de suas fábricas. Embora neguem que as medidas estejam associadas à crise, as empresas prevêem uma queda nas vendas de carros no Brasil, resultado da alta de juros e da escassez de crédito no mercado, que deve inibir novos financiamentos.

Até então, o segmento vinha num ritmo de forte aquecimento. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no primeiro semestre houve um crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2007.  Só em agosto, mais de mil novos postos de trabalho foram criados.

Tanto a assessoria de imprensa da GM no Brasil quanto a da Fiat afirmaram que as paralisações já estavam previstas e, em princípio, não haverá demissões.
Na opinião de Elaine Saad, gerente-geral da Right Management para América Latina, consultoria que atua no mercado de recolocação, ainda é muito cedo para prever se haverá cortes nas montadoras. A situação só ficará preocupante caso a economia brasileira desacelere demais e as empresas sejam forçadas a diminuir seus quadros, afirma. Contudo, as sacudidas do mercado financeiro internacional devem estagnar, por enquanto, as novas contratações.

Cenário internacional

Parte da apreensão do setor automobilístico brasileiro deve-se aos efeitos que as montadoras internacionais já estão enfrentando. Segundo informações da Reuters, a Volvo Car, controlada pela norte-americana Ford, informou nesta quarta-feira (8) que planeja cortar 3,3 mil empregos na unidade de Estocolmo, Suécia. A decisão foi tomada para combater as dificuldades enfrentadas pela empresa em razão da fraca demanda local e da disparada dos custos de matéria-prima na região.

Também nesta quarta-feira, as ações da Toyota Motor, com fábrica no Brasil, se desvalorizaram 11,6 % no pregão da bolsa de valores de Tóquio. A General Motors e a Ford Motor na Europa anunciaram cortes na produção , sendo que a GM manterá a fábrica da Opel em Bochum, na Alemanha, fechada até 13 de outubro.

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