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Em pesquisa sobre custos para expatriados, as duas brasileiras ficaram entre as mais caras em quase todos os 200 itens avaliados

São Paulo é a 21ª cidade mais cara do mundo para profissionais estrangeiros trabalhando e morando no País. Rio de Janeiro também aparece entre as 30 primeiras com custo mais elevado, na 29ª posição, segundo a Pesquisa de Custo de Vida da Mercer Consulting, que avaliou 214 cidades para as quais empresas costumam enviar seus funcionários.

A cidade angolana de Luanda está no primeiro lugar, seguida por Tóquio, no Japão, e Ndjamena, no Chade. No outro extremo, a paquistanesa Karachi está classificada como a cidade menos cara do mundo entre as pesquisadas, três vezes mais barata que Luanda.

Moradia contribui para que Sao Paulo seja a 21ª cidade mais cara do mundo para expatriados
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Moradia contribui para que Sao Paulo seja a 21ª cidade mais cara do mundo para expatriados

São Paulo lidera a relação das cidades das Américas, com custo mais elevado para profissionais estrangeiros do que Nova York (27ª), Los Angeles (55ª) e Toronto (76ª).

O principal motivo do alto custo de vida para os expatriados nas capitais paulista e carioca é o câmbio. Como o real está valorizado – e a pesquisa sempre converte os valores para dólares norte-americanos – os preços no Brasil acabam ficando maiores, segundo Renata Herrera, consultora sênior da Mercer, que participou da pesquisa.

A consultora acrescenta que o alto custo do item moradia teve impacto para a colocação de São Paulo. “Os aluguéis são caros, principalmente para os expatriados, que buscam lugares mais seguros”, afirma ao iG. Além de São Paulo e Rio de Janeiro, Brasília também aparece no levantamento e ocupa a 70ª colocação na pesquisa.

No caso brasileiro, além de moradia, quase todas as mais de 200 categorias consideradas contribuem para que São Paulo e Rio de Janeiro estejam entre as 30 mais caras do ranking, segundo Renata, a exemplo de transporte, vestuário, utensílios domésticos e diversão. “As exceções são alimentação, serviços domésticos e utilidades”, afirma.

África

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, regiões em desenvolvimento não são sempre baratas, comenta Nathalie Constantin-Métral, pesquisadora sênior da Mercer. “Para atrair talentos para essas cidades, as multinacionais precisam proporcionar o mesmo padrão de vida e benefícios que esses empregados e suas famílias teriam no país de origem”, diz.

Luanda, em Angola, lidera ranking de custo de vida para profissionais estrangeiros
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Luanda, em Angola, lidera ranking de custo de vida para profissionais estrangeiros
Na África, que pela primeira vez têm três centros urbanos entre as dez cidades mais caras do mundo, a pesquisadora destaca o custo da segurança. “Em algumas cidades africanas, o custo [de proporcionar o mesmo padrão da cidade natal] pode ser extraordinariamente alto – particularmente o custo de residência de boa qualidade e segurança,” afirma. Além da líder Luanda, Ndjamena (3ª), no Chade, e Libreville (7ª), no Gabão, estão entre as primeiras.

“Temos visto um aumento da demanda por informações sobre cidades africanas em todos os segmentos – mineração, serviços financeiros, linhas aéreas, manufatura, empresas de serviços públicos e de energia,” comentou Nathalie.

China e Índia

Os dez primeiros também incluem três cidades asiáticas: Tóquio (2ª), Osaka (6ª) e Hong Kong (8ª). Além dessas, outras treze cidades da Ásia aparecem na pesquisa. Sete delas estão na China, o que as pesquisadoras destacam como indício da crescente importância comercial para multinacionais de outros locais que não são apenas Pequim (16ª), Xangai (25ª) e Hong Kong.

Nova Délhi (85ª) é a cidade mais cara na Índia, seguida por Mumbai (89ª) e Bangalore (190ª). Nos Estados Unidos, Nova York (27ª) é a cidade mais cara, seguida por Los Angeles (55ª). A cidade norte-americana menos cara do levantamento é Winston Salem (197ª).

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