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Saiba como evitar gafes em almoços de negócios

O que fazer entre copos e talheres para não estragar a chance de travar novos contatos

Andrea Giardino e Isis Coelho |

É na hora do almoço que boa parte dos executivos aproveita para se aproximar de clientes, fechar negócios ou travar novos contatos. Embora esse tipo de encontro já faça parte do dia-a-dia dos profissionais, quase todo mundo tem dúvidas de como se portar para não cometer gafes.

 

A consultora de etiqueta Célia Leão garante que, com bom senso, qualquer pessoa consegue não só ter um almoço agradável como sair com negócio fechado antes mesmo da sobremesa. No restaurante, as pessoas ficam mais concentradas e à vontade para conversar, ressalta.

 

Veja o que fazer para aproveitar o máximo dessas ocasiões.


A escolha do lugar


Longe dos limites bem definidos de um escritório, qualquer interferência externa pode arruinar uma negociação. Por esse motivo, é essencial escolher um restaurante acolhedor, com ambiente silencioso. O anfitrião é quem decide onde será o almoço, explica Célia. O serviço e a qualidade da comida também são importantes. Ligue para o restaurante e peça para deixar engatilhado o prato predileto do seu convidado, sugere Julio Sergio Cardozo, consultor de gestão e carreiras.

 

Pontualidade


 Quem convida deve sempre chegar alguns minutos antes da hora marcada e esperar pelo convidado, enfatiza Cardozo. Se você ficar preso no trânsito, avise logo que vai demorar. Chegar atrasado é um erro fatal. O ideal também, segundo o consultor, é que o almoço nunca se estenda por mais de duas horas.


O prato principal


Antes de tudo, é recomendável ao anfitrião saber se o convidado possui alguma restrição alimentar. Não existe nada mais desagradável do que levar o cliente que não come carne para uma churrascaria, afirma Lícia Egger, professora da Anhembi Morumbi e co-autora do livro Etiqueta Corporativa: O Sucesso com Bons Modos (Editora Anhembi Morumbi). Além disso, não se deve escolher o mais caro, nem o mais barato do menu.

 

Célia Leão aconselha também dar preferência a pratos que tenham valor aproximado ao que o anfitrião escolheu. E enquanto a pessoa não der o primeiro passo, espere para dar a primeira garfada, diz. Se o anfitrião terminar a refeição, o convidado também deve parar de comer. Tente comer num ritmo em que o convidado tenha chance de satisfazer seu apetite.

 

Bebidas alcoólicas

 

Nos almoços de negócios, evite exageros. O profissional precisa ter em mente que vai voltar ao trabalho, diz Célia. Destilados, nem pensar. No mais, quem dá as ordens é o bom senso. Se o anfitrião oferecer vinho, o convidado pode recusar dizendo que prefere água ou suco. Se ele insistir uma vez, pode-se abrir uma exceção. "Não há problema em aceitar um copo e dar um ou dois goles", explica Julio Cardozo. "É melhor do que impedir a outra pessoa de beber por sua causa".
 
Uso do celular


Atender a ligações durante o encontro é um desrespeito, alerta Cardozo. Sugere que você tem assuntos mais importantes para tratar naquele momento, diz. Caso esteja aguardando uma ligação urgente, avise a outra parte com antecedência e mesmo assim seja breve.

 

A sobremesa


A etiqueta diz que as discussões de negócio ficam mesmo para a sobremesa ou para o café. Mas nada impede que o assunto surja durante a refeição principal. No entanto, Célia Leão ressalta que a sobremesa não é parte indispensável do encontro. É de bom-tom que o anfitrião pergunte se o convidado aceita uma sobremesa, diz. Vale lembrar que deixar o convidado comendo sozinho também é falta de educação. Portanto, se o convidado aceitar o doce, acompanhe-o.

 

A conta


As regras de etiqueta são bem claras, quem convidou paga a conta. Por isso, também não é aconselhável discordar sobre a escolha do restaurante. Normalmente, o anfitrião seleciona o lugar de acordo com a verba que dispõe, afirma Célia.

 

 

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