Perda do Brasil traz reflexão sobre trabalho em equipe no escritório

A Espanha ainda saboreia o sabor da vitória de sua primeira Copa e os brasileiros já esperam ansiosamente por 2014, quando poderão, novamente, tentar seu sexto título. As vuvuzelas vão silenciando e o dia no escritório começa com os comentários sobre o jogo que definiu o novo campeão mundial.

A Copa chegou ao fim, mas, isso não será motivo para desânimo no trabalho, afirma Gilberto Wiesel, diretor dor Grupo Wiesel, que atua na área de Educação Corporativa, do Rio Grande do Sul. Eu acho que esse é um momento de reflexão. Quando se tem muita expectativa em relação ao que pode acontecer e isso não se concretiza, haverá frustração e algumas horas de desmotivação, explica.

Mas essa tristeza é passageira, garante Wiesel. Logo se retorna ao eixo central e se faz o questionamento de por que não aconteceu. E é justamente essa reflexão, diz ele, que gera um conhecimento que não pode ser desperdiçado.

No caso do Brasil, podemos fazer uma analogia de que não se ponde contar apenas com dois ou três funcionários na empresa. É necessário contar com o time inteiro, compara.

Sem mistura - Para os aficionados por futebol, a perda de uma Copa do mundo pode ter trazido uma desmotivação grande, mas apenas no âmbito pessoal. Acho que hoje os profissionais sabem separar bem a questão e não misturam isso com o trabalho. É o mesmo sentimento de quando perde um time do coração, a pessoa fica triste, mas não é, ou não deveria ser, o fim do mundo, afirma a psicóloga organizacional Juliana Melo, de São Paulo.

O empresário M.G, dono de uma gráfica em São Paulo, confirma que a produtividade de seus funcionários não diminuiu depois que o Brasil perdeu. Eles ficaram mais chateados por não poderem assistir aos outros jogos do que pela perda do time. E eu, particularmente, fiquei feliz porque atrasei diversos pedidos com a fábrica parada durante as partidas do Brasil, comenta.

Pesquisa - Uma pesquisa feita pela Curriculum.com.br com 659 empresas constatou que 85% delas acham que houve perda de produtividade nos dias em que o Brasil entrou em campo. 67,4% delas consideram a baixa de produtividade normal para o dia, enquanto 32,6% afirmam achar superior ao esperado.

Juliana Melo acrescenta que se o profissional não souber separar seus problemas ou frustrações pessoais ¿ ainda que falemos do Brasil ¿ do trabalho, ele correrá um sério risco de ficar na mira negativa de seu gestor.

Leia também:
- Copa 2010 ¿ iG Esporte
- Copa estimula trabalho em equipe
- Futebol profissional pode coexistir com estudos, diz empresário
- Jogos da Copa no escritório pedem comportamento discreto
- Jogos da Copa modificarão a rotina no escritório
- Livro ensina como controlar as emoções no trabalho

Leia mais sobre empregos

Siga o iG Empregos no Twitter

Receba as atualizações do iG Empregos

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.