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Resiliência: habilidade que conta pontos

Aprenda a desenvolvê-la e deixe de ser apenas mais um na multidão

Andreza Emília Marino |

Não é de hoje que o mundo dos negócios incorpora termos oriundos de outras áreas, como a engenharia e a psicologia, por exemplo. A resiliência é mais um desses nomes. Emprestado da Física, o conceito refere-se à propriedade de que são dotados alguns materiais de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse, sem que ocorra ruptura. Após a tensão cessar, poderá ou não haver uma deformação residual.

No meio corporativo, o termo resiliência significa a capacidade de uma pessoa ou corporação se adaptar às mudanças no ambiente em que estão inseridas. Ou seja, como elas conseguem reformular os seus modos de agir para atender a novas exigências do mercado.

O resiliente não se abate facilmente, não culpa os outros pelos seus fracassos e consegue usar o bom humor mesmo nas situações mais tensas, explica Paulo Celso de Toledo Jr., consultor da LCZ Desenvolvimento de Pessoas e Organizações. Esse profissional também age com ética e tem uma energia muito grande para trabalhar (e realizar). Uma de suas características mais marcantes é o fato de conseguir suportar a pressão. E, depois que ela passa, retoma a produtividade dos momentos anteriores.

De acordo com Adriano Meirinho, diretor de Marketing da Catho Online, a resiliência tem sido uma das habilidades pessoais mais admiradas nos processos seletivos. Um profissional que é resiliente, além de conseguir se adaptar mais facilmente às adversidades, encara esses obstáculos como desafios, em vez de possíveis fracassos.

Para ele, os resilientes costumam ser mais criativos e mais pacientes, pois sempre buscam uma alternativa quando veem um problema. Com as mudanças socioeconômicas e de comportamento acontecendo de forma muito rápida, com frequência as empresas alteram suas metas, planos e estratégias. Um colaborador acostumado com rotina e contra mudanças tem maior dificuldade de se adaptar a esse cenário. O resiliente, com muita eficácia, consegue acompanhar a imensa velocidade da corporação, avalia Meirinho.

Resiliente, sim. Conformado, não!
Mas qual é o limite entre a resiliência e o conformismo? Há muita diferença entre as duas coisas. O resiliente se adapta, mas nunca se conforma. Ele busca soluções para os problemas, encara tudo como um grande desafio e sabe que, passado o período mais turbulento, ele precisa estar 100% de novo, diz Meirinho, da Catho Online.

Ele conta o caso de um presidente de uma grande empresa, que precisou assumi-la justamente num período de crise. Havia um processo judicial no momento, e ele foi nomeado para decidir as novas diretrizes. Nessa época, uma das fábricas teve de parar, e toda a imprensa só falava disso. Ele poderia se conformar com a situação, e simplesmente aceitar o que estava acontecendo, certo? Não foi o que aconteceu. Usando de grandes porções de resiliência, refez estratégias e, em pouquíssimo tempo, conseguiu fazer a empresa se reerguer, reativou a fábrica parada, recontratou colaboradores. Passada a fase mais conturbada, a companhia voltou a ser uma das primeiras em sua área de atuação.
 
De acordo com Toledo, da LCZ Desenvolvimento de Pessoas e Organizações, saber ceder é uma característica típica do resiliente". "Como um bambu ao vento, ele sabe que a situação é transitória e que ele precisa ser paciente naquele momento. Já o conformado apenas aceita e segue assim permanentemente, esclarece Toledo. Segundo ele, há também um tipo intermediário: o flexível. Ele sempre se adapta a tudo. Não é conformado, nem resiliente.

O momento pelo qual passa o setor bancário ilustra bem esses pontos. Com as recentes fusões e aquisições, o profissional precisa ser resiliente para suportar as mudanças. Ele deverá ter discernimento para saber que o cenário anterior não voltar mais. Será fundamental ser flexível para se adaptar à nova ordem, e então, ser resiliente de novo, para um desempenho pleno. Não é algo fácil, mas é importante para a carreira.

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