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Para ser recomendado, a dica é recomendar, avaliam consultores

Se as redes sociais já são uma das principais ferramentas que os recrutadores utilizam para caçar seus talentos, boas recomendações profissionais podem ajudar o internauta a conseguir uma recolocação em menos tempo.

Para o consultor Marcelo Miyashita, da Miyashita Consulting e professor de Networking, a recomendação representa uma transmissão de confiança. Ele afirma que a análise das recomendações é uma tendência dos headhunters. Aliado a isso, está a avaliação da influência desse candidato nas redes sociais.

Influente - Nesse sentido, será estudada a quantidade de seguidores, quem ele conhece, com quem se relaciona. Já até existe um medidor dessa influência no Twitter. É o site Klout , antecipa Miyashita. 

Mas, para ser bem recomendado, a dica é recomendar, avaliam Miyashita e Phil Rosenberg, presidente da reCareered, consultoria de carreiras nos Estados Unidos.

Em um artigo no site americano CIO , Rosenberg disse que as recomendações podem ¿ e devem ¿ vir de todos os lados: chefes, subordinados, colegas de trabalho e de escola.

Elogio ¿ Se você quer demonstrar que trabalha bem em equipe, fazer com que seus companheiros recomendem você dizendo que sempre se superava em suas atividades ou ajudava as pessoas de sua equipe como um mentor poderá ajudar a moldar sua imagem para os potenciais empregadores, afirma Rosenberg.

Juliana Garçon, editora do site Mulheres em Ação, da BMF&Bovespa, diz que vê como muito boas as recomendações nas redes sociais, mas não sabe mensurar o quanto. Me ligaram para prefaciar um livro, é positivo para a imagem, você vai se tornando referência em determinada área, diz ela que tem duas recomendações em seu LinkedIn.

Quantidade ou qualidade? ¿ Que ser recomendado é bom, ninguém duvida. Contudo, o número dessas referências causa controvérsias. Para Marcelo Miyashita, quanto mais, melhor. Para ele, a quantidade é que valida sua influência na rede.

Já Rosenberg aconselha até dez. Tenho visto pessoas que têm 300 recomendações. O problema é que isso leva por água abaixo o impacto que qualquer uma daquelas recomendações individualmente causaria, além de distrair o leitor. Se você tiver cinco realmente importantes, ele precisará ler todas as 295 ruins para encontrá-las.

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