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Recorrer ao crédito se torna proibitivo com crise

Especialista desaconselha fazer qualquer tipo de empréstimo neste momento

Isis Coelho |

Apesar dos esforços do governo em diminuir os impactos da crise americana no Brasil, o crédito continua ficando cada vez mais escasso e caro. De acordo com a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), todas as taxas de juros das operações de crédito voltaram a subir pelo sexto mês consecutivo.

A taxa de juros para pessoa física, por exemplo, apresentou uma elevação de 1,85% no acumulado de dez meses. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o índice médio saltou de 131,62% para 135,27% ao ano (a.a.). 

Para Luiz Paulo Fávero, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) diante deste cenário é totalmente desaconselhável optar por qualquer tipo de empréstimo. Os juros, que já estão altos, se tornarão muito maiores, afirma. 

No cheque especial, um dos empréstimos mais utilizados do mercado, a taxa média passou 143,28% a.a. em setembro de 2007 para 148,48% a.a. em setembro de 2008.  Enquanto o índice médio de juros anuais do empréstimo pessoal em bancos saltou de 85,21% para 90,12% a.a. Em financeiras, a taxa pulou de 258,26% a.a. em setembro de 2007 para 263,71% a.a. em 2008. Apontada como uma das mais altas do mercado.

Fávero aconselha que, antes de pegar dinheiro emprestado, o ideal é colocar na ponta do lápis os gastos fixos mensais. Anote até somas insignificantes, como as moedas para a compra de chicletes, diz. Só assim é possível saber se a dívida pode ser arcada sem mais problemas. As pessoas esquecem que os empregos não são eternos.

 

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