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Velocidade é bom, pressa não, diz professor

Necessidade de decisões em curto prazo denota falha no planejamento

Maria Carolina Nomura, iG São Paulo |

Decisões tomadas com pressa e sob pressão podem resultar mais facilmente em erro, segundo José Carlos Teixeira Moreira, presidente do Instituto de Marketing Industrial  e pesquisador do tema.  

Moreira acredita que a velocidade é uma coisa boa, mas não a pressa. A velocidade é o que faz alguém ganhar uma corrida da Fórmula 1, mas a pressa faz a pessoa bater o carro, exemplifica.

Confira a entrevista que ele concedeu ao iG Carreiras, por telefone:
 
iG - Por que a cultura da urgência está tão difundida nas empresas?
José Carlos Teixeira Moreira ¿ Porque a grande maioria das companhias deixa-se levar muito pelo curto prazo e esquece que o curto prazo é um pedaço de um longo prazo que veio atrás. O curto prazo na verdade não existe, ele foi um problema de longo prazo atrás. Preocupados com o curto prazo eles ficam tensos e toda a cultura da urgência toma espaço.

iG - Quais são os impactos disso em longo prazo?
Moreira ¿ Em longo prazo eles fazem com que a pressa nas decisões seja um valor. E a pressa é sempre inimiga da perfeição. Agora, a velocidade é uma coisa boa, mas nunca a pressa. Há uma diferença entre pressa e velocidade. A pressa é a decisão movida pelo apuro, pela angústia, pelo desespero. A velocidade é a maneira com que eu rapidamente analiso as coisas e as implemento de maneira simples, sem muitas delongas. A velocidade é o que faz alguém ganhar uma corrida da Fórmula 1, mas a pressa faz a pessoa bater o carro.

iG - É possível dizer que a geração "Y", por ter um perfil mais imediatista, tenha mais aderência a essa cultura da urgência, ou, ao contrário, por ter um perfil que busca mais qualidade de vida, essa mesma geração repudia esse tipo de conceito nas empresas?
Moreira ¿ Acho que a geração Y é a que mais fala: dá um tempo, eu preciso de um tempo. Ela é chegada na velocidade, mas não gosta muito da pressa. Porque a geração Y tem na velocidade muita informação e eles dominam essas ferramentas, a questão tecnológica. Agora, não é muito correto dizer que eles são dominados pela urgência até porque o tempo da geração Y, ao dia, continua tendo 24 horas. Há crianças cujo dia tem 70 horas e velhos cujo dia tem 15 horas. À medida que a gente vai ficando mais velho, o relógio parece que passa mais rápido. Então, os grandes indutores da pressa não têm sido os jovens.

iG - As pessoas têm dificuldade em diferenciar o que é urgente do que é importante? Como estabelecer um gerenciamento de tempo eficaz?
Moreira ¿ O tempo todo mundo tem igual a diferença do tempo é a energia que se gasta nele, tanto maior quanto mais puder priorizar o que é essencial. Essencial é tudo aquilo que não pode não ser. O fundamental é tudo o que me ajuda no essencial. O problema é que as pessoas confundem o que é essencial do fundamental. E essas pessoas que não sabem diferenciar o que é urgente do que é importante são as que sofrem mais. Por exemplo, muitas empresas acham que o lucro é essencial, mas isso é fundamental. O essencial é ter uma equipe motivada, bons clientes, o lucro é consequência.

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