O bom aluno nem sempre é bom profissional , diz consultora - Carreiras - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
Carreiras
enhanced by Google
 

O bom aluno nem sempre é bom profissional, diz consultora

Para Sueli Brusco, funcionário deve ter outras habilidades desenvolvidas

Maria Carolina Nomura, iG São Paulo |

É de se surpreender que aquele colega que sempre tirava notas altas na faculdade e era o queridinho dos professores não seja considerado o melhor dos profissionais. Mas, segundo a consultora Sueli Brusco, sócia e diretora executiva da SimGroup, especializada em marketing e programas de reconhecimento, habilidades como saber se comunicar e trabalhar em equipe são características mais valorizadas pelo mundo corporativo do que ter sido um bom aluno.

Mais importante do que o conhecimento em si é a absorção desse conhecimento e saber transformá-lo em utilidade prática, afirma a consultora.

Cinco faculdades - Sueli comenta o caso de um ex-funcionário seu que havia cursado cinco universidades e falava cinco idiomas, mas tinha grande dificuldade de se comunicar. Tivemos que fazer um trabalho de inclusão desse profissional, lembra.

Apesar de o aluno não precisar ser um gênio para ser considerado o melhor funcionário da companhia, as notas baixas podem comprometer o futuro de sua carreira, pondera a psicóloga organizacional Juliana Melo. Se ele quiser fazer um Master in Business Administration (MBA) ou tentar uma bolsa de estudos internacional, as notas serão - e muito - levadas em conta.

A empresa química Lanxess, por exemplo, coloca como requisito de contratação de seus estagiários, além de ter inglês avançado, bom desempenho escolar. O mesmo acontece com multinacionais e programas internacionais, como o de Jovens Embaixadores, oferecido pelo governo dos Estados Unidos.

Estudo e prática - O ideal, repete Juliana, é a pessoa saber aplicar o conhecimento adquirido no dia a dia do trabalho. As informações aprendidas na faculdade e no colégio são de muita valia. É preciso estar atualizado, estudar, ler, porque qualquer vantagem sobre os demais é um ponto a seu favor.

Ser bom aluno, além de proporcionar uma bagagem técnica na qual usará por toda a vida, pode ser a porta de entrada do mercado de trabalho. O Programa Bom Aluno, do Instituto Bom Aluno do Brasil , por exemplo, capacita estudantes de baixa renda que têm bom desempenho escolar e os auxilia no andamento de suas carreiras.

Em Curitiba, uma das cidades onde existe o programa, 100% dos alunos incentivados passaram no vestibular. Até 2009, 18 estudantes participaram de estágios, cursos de aperfeiçoamento e trabalhos temporários fora do Brasil.

Leia também:
- Domínio de inglês pode aumentar 50% do salário de cargos operacionais
- Especial: Guia do MBA

Leia mais sobre empregos

Siga o iG Empregos no Twitter

Receba as atualizações do iG Empregos  

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG