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Carreiras
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Quem são os profissionais mais afetados com a crise

Crise é mais intensa em alguns setores. Veja que segmentos pretendem enxugar seus quadros ¿ ou já iniciaram as demissões

Andrea Giardino |

Os profissionais que estão no nível mais baixo da pirâmide e que trabalham nos setores mais atingidos pela crise ¿ como financeiro, imobiliário e automobilístico -, são os que têm mais riscos de serem afetados com os cortes. Esta é a opinião de consultores de carreiras ouvidos pelo iG Empregos. O alto escalão ainda não sofreu com isso e não vejo os reais talentos serem ameaçados, analisa Renato Bagnolesi, headhunter da Robert Wong Consultoria Executiva.

Indústrias - Até o momento, segundo ele, a indústria vem dispensando gente que atua diretamente na parte operacional. Foi o caso da Vale, que em novembro anunciou a demissão de 1,3 mil funcionários ao reduzir sua produção.  Na indústria de commodities veremos uma mão-de-obra menos estratégica sair de cena, prevê. Mas os cérebros dos negócios continuam fora dessas reestruturações.

No entanto, a maior parte das empresas vive um novo momento. O foco de suas ações tem sido na revisão do planejamento para 2009 e seus orçamentos. É o que afirma Ricardo Pastore, professor e coordenador do núcleo de estudos do varejo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo. Essas empresas não descartam, inclusive, a possibilidade de reduzir seus quadros. De acordo com o professor, muitas companhias estão aproveitando o momento para fazer ajustes necessários, enxugar e eliminar gorduras.

Um levantamento feito pela Advance Marketing, em parceria com a ESPM e o grupo Cherto, com 580 executivos entrevistados em novembro, mostrou que para 81% a crise é grave. A maioria (80%) afirmou acreditar que a economia mundial ainda deve levar, pelo menos, mais um ano para se recuperar. Na opinião de Pastore, o primeiro semestre de 2009 vai representar um grande desafio para as empresas.

Comércio - Embora o varejo ainda não tenha sentido os reflexos da crise - por estar envolvido nas expectativas de vendas para o fim de ano -, o professor explica que as grandes redes varejistas já cogitam, sim, promover reestruturações. Haverá uma queda no consumo e a alta dos juros não contribui para uma mudança nesse cenário no curto prazo, avalia. É essa retração que acabará promovendo demissões, segundo Pastore.

Outro dado da pesquisa aponta que para 75% dos entrevistados o pior momento da crise ainda está por vir. O que deve reduz em 16,12% a previsão de crescimento de suas empresas para o próximo ano. Já 62%, demonstraram grande expectativa com a eleição de Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos.

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