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Queda na taxa de desemprego no País não reflete crise

Para economista, efeitos do cenário recessivo no mercado de trabalho só será sentido no início de 2009

Rachel Sciré |

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (19) ainda não traduzem os efeitos da crise econômica mundial sobre o mercado de trabalho brasileiro. A Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto revelou que a taxa desocupação no País ficou estável em outubro, com 7,5%. Em setembro, esse índice foi de 7,6%.

Em relação a outubro de 2007, o desemprego apresentou queda de 1,2 ponto percentual. O valor registrado em outubro representa a menor taxa desde que a pesquisa foi iniciada, em março de 2002.

Para o economista e consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Luiz Araújo, os dados de outubro revelam o resultado dos processos seletivos que começaram no segundo trimestre. Os indicadores que traduzirão os efeitos da crise financeira só poderão ser vistos no início de 2009, quando o período de contratações temporárias de fim de ano tiver passado, observa.

Os resultados da pesquisa do IBGE também revelam aumento no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que ocuparam 673 mil novos postos de trabalho. O crescimento foi de 7,3%, se comparado ao mesmo período de 2007. De acordo com Cimar Azeredo, responsável pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, o cenário contraria as práticas do mercado que em momentos de crise costumam ter um número maior de trabalhadores informais.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 1.258,20, representando queda de 1,3% na comparação mensal. Como explica Azeredo, esse valor está relacionado ao aumento da inflação. De qualquer forma, o rendimento médio é 4,5% maior do que o verificado em outubro de 2007. É preciso mais tempo para poder afirmar que a crise chegou ao mercado de trabalho, opina Azeredo.

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