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Quando vale a pena aderir ao programa de demissão voluntária

Saiba que benefícios e adicionais são concedidos na hora da saída

Andrea Giardino |

A crise econômica já tem provocado alguns reflexos concretos no mercado de trabalho brasileiro. Empresas dos setores financeiro e automotivo anunciaram medidas para resistir às turbulências e readequar-se à queda na demanda de seus produtos, como é o caso dos programas de demissão voluntária, os conhecidos PDVs. 

A General Motors (GM), por exemplo, abriu dois PDVs em menos de sessenta dias. No final de setembro, cerca de 200 funcionários haviam aderido ao primeiro  programa da montadora. Não satisfeita, a subsidiária brasileira anunciou outro programa logo no início de novembro.

Embora, este tipo de iniciativa não seja novidade, o clima dentro das organizações é de medo e incertezas. Além de gerar um forte impacto na vida de quem aderiu ao programa e trabalha há muito tempo na empresa, como também para aqueles que ficaram, analisa Gerusa Mengarda, gerente de seleção da Allis, consultoria especializada em recrutamento.

Para ela, antes de aderir ou não ao PDV é importante que o profissional avalie primeiro as razões que levaram a empresa a optar por esse caminho. Se por um lado causa uma sensação de instabilidade por outro pode ser uma alternativa interessante, diz. Quando você percebe que há sinais de dificuldades financeiras ou falência, vale a pena pensar em aceitar, aconselha. Na sua opinião, esta é a chance de aproveitar para mudar de emprego e até dar um salto na carreira.

Direitos - Segundo Gerusa, na maioria dos casos o funcionário sai com uma boa reserva financeira. Além de estar assegurada boa parte dos direitos de quem é demitido, como aviso prévio, 13º salário proporcional ao tempo de serviço, férias vencidas ou proporcionais, o empregador, em geral, costuma estender por mais alguns meses assistência médica, contratar empresas de recolocação e até pagar um ou dois salários extras na saída.

No entanto, a adesão ao Plano de Demissão Voluntária não obriga o empregador a fornecer as guias necessárias para o recebimento do seguro-desemprego, segundo explica Sabrina Bowen Farhat Fernandes, advogada especializada em direito do trabalho do escritório Rayes, Fagundes e Oliveira Ramos Advogados.

Também é liberado o saque do Fundo de Garantia (FGTS) e pago a multa de 40% sobre o montante depositado no FGTS faça parte do pacote, afirma. Por isso fique atento aos adicionais oferecidos na indenização que sempre compensam.

 

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