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Programas de gestão de talentos são estratégicos para manter o comprometimento na crise

Segundo especialistas, a motivação dos profissionais é determinante para a busca de resultados

Rachel Sciré |

O que faz a diferença na empresa é o capital humano, dizem os especialistas. Durante uma crise, quando as companhias precisam de soluções novas, esse componente se torna ainda mais crítico. Só um talento conseguirá sugerir respostas que poderão trazer resultados, avalia Célia Marcondes, coordenadora do Núcleo de Gestão de Pessoas da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Surge então, a necessidade de realizar um processo de coaching de talentos, ou seja, o acompanhamento daqueles profissionais indispensáveis para os objetivos da empresa. O primeiro passo é mapear os talentos e, em seguida, pensar em estratégias para que eles se mantenham na companhia, recomenda Cristiane Oliveira, da Across, consultoria especializada em desenvolvimento organizacional, com foco em gestão de pessoas.

Os programas de coaching permitem que o profissional repense seu papel e a forma de realizar o trabalho. Atitude que também contribui para descobrir novas potencialidades, justamente quando o desafio é fazer mais com menos. A idéia é reavaliar os métodos e resultados diante de uma situação específica, como a crise da economia mundial.

As empresas não realizam essa atividade apenas com profissionais maduros. A Across, por exemplo, foi contratada para desenvolver projetos com trainees na Klabin e na Telefônica. O objetivo é possibilitar, desde cedo, uma conciliação entre as expectativas dos profissionais e da organização.

Capital humano: investimento seguro
De acordo com as especialistas, são basicamente duas as ações que as empresas tomam para reter os talentos: oferecer recompensas financeiras, como bônus por metas e participação nos lucros, ou desenvolver o profissional dentro da organização. Num momento de crise, a segunda alternativa é a mais viável.

A partir de agora, as empresas deverão proporcionar um aumento de desafios dentro da mesma função, para que o profissional não se sinta sem futuro, alerta Célia. Com a desaceleração do crescimento das empresas, o ciclo de promoções tende a ser mais demorado, explica a professora. Às vezes o que é levado em conta é a oportunidade de crescimento na carreira, não o salário oferecido, completa Cristiane. 

Para a professora da ESPM, reduzir o treinamento durante a crise é dar um tiro no pé, porque, com isso, também diminui o nível das competências e de motivação. Uma sugestão da especialista para driblar as dificuldades financeiras é convidar líderes para apresentarem suas experiências ou trocar os treinamentos experienciais por atividades dentro do espaço da empresa.

Para manter o comprometimento, é preciso fazer a pessoa lutar por uma causa e não apenas pelo emprego, avalia Célia. Além disso, Cristiane destaca a importância de manter-se próximo aos funcionários, ser transparente nas decisões tomadas e demonstrar quais são as posturas esperadas, já que qualquer situação que foge da normalidade gera muita especulação.

As especialistas alertam que perder o comprometimento da equipe neste momento é uma ameaça, pois afeta a recuperação da empresa e abre o caminho para que outras companhias roubem esses profissionais talentosos. A briga será para contratar as pessoas que realmente são excepcionais, garante Célia.

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