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Profissionais precisam buscar atualização sobre Acordo ortográfico

Respeito às novas regras deve se incorporar aos poucos no dia-a-dia das empresas

Rachel Sciré |

No primeiro dia do ano, entrou em vigor o Acordo Ortográfico que uniformiza as regras de escrita entre os países de Língua Portuguesa (Brasil, Portugal, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Cabo Verde, Angola, Moçambique e Timor Leste). Mas não é apenas nos dicionários e meios de comunicação que as alterações serão notadas. Segundo especialistas, as mudanças já devem começar a ser incorporadas no dia-a-dia das empresas, em relatórios e documentos.

Todo profissional terá que se preocupar com os ajustes. O ideal é começar a assimilar as mudanças com calma, sugere Laila Vanetti, responsável pela Scritta, consultoria em comunicação. Como a adaptação às novas regras vai até 2012, o melhor é manter a prudência e não mexer de cara em todo material impresso ou no site da empresa, recomenda ela. Há pontos controversos, por exemplo, o uso hífen que ainda está em discussão.

Para Lígia Crispino, diretora da Companhia de Idiomas, por mais que demore um pouco para ser implementada, a revisão é uma realidade. Demonstrar que está informado é se colocar um passo à frente e pode ser um diferencial para o profissional que está pleiteando uma vaga. Segundo ela, muitas pessoas não se preocupam com o uso correto da língua na hora de buscar um emprego ¿ às vezes, o cuidado maior acaba sendo em relação ao idioma estrangeiro.

Já que o Acordo só altera a escrita, os profissionais que trabalham com atendimento telefônico ou vendas serão menos afetados com os ajustes, mas precisarão redobrar a atenção ao redigir. Segundo a diretora da Companhia de Idiomas, é no momento de transpor a comunicação oral para o papel que as dificuldades surgem.

Por outro lado, gerentes, analistas e pessoas responsáveis pela elaboração de documentos ou relatórios deverão ter mais pressa para se adaptar às novidades. Mesmo assim, Laila, da Scritta, acredita que mal entendidos devem acontecer até 2012. Às vezes os candidatos serão avaliados por profissionais que ainda não estão a par das mudanças e, ao escrever uma carta ou redação, o que é certo pode parecer errado, comenta.

Tanto a Companhia de Idiomas quanto a Scritta prepararam turmas de atualização específicas para esclarecer os pontos do Acordo. Conforme explicam as especialistas, as empresas não precisam se desesperar para acatar as mudanças. Mais importante que o uso ou não do acento é o trabalho para organizar a informação de maneira clara, afirma Laila.

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