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Procuram-se engenheiros

Falta de mão-de-obra no País provoca corrida por tecnólogos

Andrea Giardino |

Mesmo com as previsões de desaquecimento da economia, o número de engenheiros no mercado ainda é pequeno para atender o ritmo da demanda atual. Só para se ter uma idéia, em 2007, o Brasil formou apenas 53 mil profissionais, contra 500 mil da China e 350 mil da Índia. Como alternativa a escassez de talentos, as organizações estão optando por contratar tecnólogos, profissionais de nível médio, com curso técnico. É o que aponta a pesquisa Mercado de Trabalho para o Engenheiro e Tecnólogo no Brasil, encomendada pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) à Confederação Nacional da Indústria (CNI), referente ao ano de 2007.

No total, foram ouvidas 5, 7 mil empresas, registradas no banco de dados do IBGE. O levantamento identificou que 39% das companhias entrevistadas recrutaram tecnólogos para suprir a falta de engenheiros formados. Os dados apontam que há 7,5 tecnólogos por empresa contra 12,7 de engenheiros. E a previsão é que nos próximos três anos esse volume de contratações deva aumentar ainda mais, reflexo do crescimento do mercado, avalia Ricardo Antonio de Arruda Veiga, presidente do Confea.

Os setores que registraram maior demanda por profissionais de áreas técnicas foram os de mecânica, informática e construção civil. Não há gente suficiente para ocupar as vagas que são abertas em todos esses segmentos, diz. De acordo com Veiga, existe ainda uma dificuldade maior no interior de todo o país de se contratar engenheiros para as construções locais. Outro ponto destacado por ele é a crescente demanda de obras de infra-estrutura (rodovias, hidrelétricas, portos) que utilizam diferentes categorias abrangidas pelo sistema Confea.

Mas na sua opinião, a necessidade de investimentos na formação de mão-de-obra deve mudar os critérios de contratação. O estudo mostra que 77% das empresas não formam nenhum profissional, mas levam em conta as experiências de empregos anteriores durante o recrutamento. Já existe uma preocupação com treinamento por parte de 41% das organizações, que visam suprir as deficiências dos cursos técnicos e de graduação, afirma.

A Ford, por exemplo, contribuiu com R$ 2 milhões para a compra de novos equipamentos e criação de cursos do Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia, uma escola técnica particular de Salvador. Lá é oferecido um curso de formação de especialistas em produção de peças e sistemas para a indústria automobilística. A idéia de algo tão específico surgiu da dificuldade manifestada pela montadora - cuja fábrica na Bahia fica a 50 quilômetros da escola - em recrutar nas faculdades de engenharia gente capacitada para a tarefa.

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