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Previdência complementar da empresa pode ser alternativa atraente

Entenda como os planos corporativos funcionam e as opções existentes

Andrea Giardino |

Quem tem a opção de aderir ao plano de previdência complementar da companhia, não deve perder a chance. O custo costuma ser bem inferior ao dos planos voltados aos contribuintes individuais, cuja taxa anual de administração chega a 5%. Nos planos coletivos empresariais, a taxa de administração dos produtos varia de 0,8% a 2,5%. 

 

Além disso, não é preciso se preocupar em como fazer o investimento. A parte do funcionário é descontada diretamente na folha de pagamento - valores que ficam entre 2% e 8% do salário. Após o desconto, a empresa completa o depósito com uma contribuição que pode representar 50%, 100% ou até 150% da quantia que o profissional investiu.

 

Outra vantagem é que o dinheiro investido pela companhia nesse tipo de benefício está isento de encargos tributários sociais, diz Luiz Jurandir Simões Araújo, consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

 

Mas vale a pena lembrar, afirma, que não são todos os funcionários que levam a fatia depositada pela empresa no plano de aposentadoria quando saírem. Cada plano possui regras próprias para os casos de desligamento. Em alguns, depois de dois anos, o funcionário já tem direito de levar uma fatia do valor que foi depositado pela companhia.

 

Já a parcela do investimento feita pelo próprio funcionário, segundo Araújo, é sempre um direito dele em qualquer situação, mesmo quando é demitido por justa causa. Na hora da saída, na maioria das vezes, é possível continuar com o plano de previdência, transferir o dinheiro para outra seguradora ou apenas sacar a sua parte.

 

Tipos de plano ¿ As empresas oferecem três tipos de aposentadoria complementar aos empregados.

 

¿ Fundos de pensão, sem fins lucrativos - Constituídos por empregados das corporações, alguns são bem conhecidos, como a Previ (dos empregados do Banco do Brasil) e a Petros (da Petrobras). Eles fazem parte dos fundos de previdência fechados (de empresas).

¿ Previdência privada aberta - Reúne o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), vendidos pelas seguradoras ou bancos.

¿ Fundos de pensão multipatrocinados - São operados pelos bancos e reúnem várias empresas. Aqui, as instituições financeiras intermediam o relacionamento entre o fundo de pensão e a previdência aberta. Ou seja, eles criam opções e benefícios de acordo com as regras estabelecidas pela companhia, explica o consultor da Fipecafi.

 

O funcionário receberá 100% da rentabilidade líquida obtida na administração dos ativos do fundo de investimento. E por meio de extratos periódicos, pode acompanhar a evolução de seu saldo no plano, como se fosse uma conta de aposentadoria. Os funcionários têm também a possibilidade de deduzir do Imposto de Renda até 12% da renda bruta anual.


Leia mais:

 

Guardando para o pós-carreira

 

Quanto custa ter um plano de aposentadoria

 

Os riscos da previdência privada

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