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Carreiras
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Presenteísmo prejudica funcionário tanto quanto absenteísmo

Comparecer ao trabalho doente compromete produtividade de profissional

Maria Carolina Nomura, iG São Paulo |

Corpo presente e cabeça ausente. Essa não é apenas uma característica de pessoas que não conseguem se concentrar no trabalho por qualquer motivo. O presenteísmo, como é chamada essa síndrome, acontece tanto por razões organizacionais quanto pessoais.

De acordo com Alberto Ogata, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de vida (ABQV) , muitas empresas oferecem incentivos para que os profissionais não faltem ao trabalho, como bônus, ou realizam um grande controle.

Hoje em dia, as pessoas fazem muitas tarefas e sentem que se sobrecarregarão se ausentarem-se por motivos de saúde. Além disso, os profissionais temem perder o emprego ou uma promoção se faltarem para um tratamento de saúde, explica.

Via de duas mãos - Mas não são apenas as empresas as culpadas pelo presenteísmo. Os próprios profissionais se boicotam, avalia Marcia Vazquez é consultora sênior de carreira da Thomas Case & Associados .

Pela pressão do dia a dia, o colaborador não se dá conta do que está acontecendo com ele. Apenas identifica sinais de stress, cansaço, irritabilidade, e credita esses sintomas ao acúmulo de tarefas e responsabilidades extras, como a família, exemplifica a consultora.

Alberto Ogata acrescenta que estudos recentes têm demonstrado que o presenteísmo é a principal causa de custo indireto relacionado ao fator humano nas empresas, com comprometimento da produtividade, aumento do adoecimento, de acidentes no trabalho e afastamentos precoces.

Absenteísmo - O presidente da ABQV explica que para serem eficazes, as ações relacionadas ao presenteísmo devem estar alinhadas ao absenteísmo, evitando que, por exemplo, medidas tomadas para reduzir as faltas ao trabalho impliquem no comparecimento (mesmo doente) do empregado, sem repercussões apreciáveis na produtividade.

Para a consultora Marcia Vazquez, as empresas devem, com urgência, desenvolver e estimular seus colaboradores a cuidarem bem tanto de suas carreiras como de suas vidas pessoais.

Ao profissional, cabe a constante autoanálise que leve à reorientação permanente de seus objetivos e expectativas profissionais e pessoais, não deixando para depois ¿ às vezes, somente após uma demissão -,  o cuidado consigo e com sua carreira, opina.

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