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Ganhos serão maiores para quem recebe salários entre R$ 3 mil e R$ 4 mil

O governo anunciou, nesta quinta-feira (11), um pacote para estimular o consumo e alavancar a economia brasileira diante da crise de crédito mundial. As medidas, segundo Fabio Galo Garcia, professor de finanças da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), beneficiam diretamente os assalariados, principalmente por incluírem cortes no Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) das compras a prazo e no cheque especial.

Vai sobrar mais dinheiro no bolso do trabalhador, afirma. Isso porque a redução da carga tributária será sentida no desconto do Imposto de Renda (IR), que passa a ter mais duas alíquotas, de 7,5% e 22,5%. Pela nova tabela do IRPF, os descontos serão aplicados proporcionalmente a cinco faixas salariais.

Quem ganha até R$ 1.434 permanece isento. Os que recebem entre R$ 1.434 e R$ 2.150 terão desconto de 7,5%. Para assalariados entre R$ 2.150 e R$ 2.866, o valor é de 15%. Enquanto profissionais com salários entre R$ 2.866 e R$ 3.582 serão descontados em 22,5%. Já quem recebe a partir de R$ 3.582, a alíquota atual de 27,5% será mantida.

O cálculo para saber quanto o contribuinte irá pagar de IR deve ser feito com o salário líquido. De acordo com uma simulação do Ministério da Fazenda, para quem tem salário de R$ 4 mil, o recolhimento com as taxas atuais fica em R$ 526,65 por mês. A partir de 1º de janeiro de 2009, o valor pago será de R$ 437,15.

Ou seja, o ganho de R$ 89,50 representará a quantia que o contribuinte poderá poupar com a nova tabela. A classe média é quem se beneficiará mais com a medida, explica o professor da PUC-SP.

Consumo consciente ¿ Apesar de as mudanças incentivarem o consumo, o professor alerta que a população deve manter cautela com os gastos, por ser um momento de recessão. O pacote do governo não inclui ações coordenadas, por exemplo, com redução de juros, o que também estimularia o empresariado, diz.

Galo aconselha gastos conscientes ao explicar que o começo de 2009 será complicado para as empresas e os cortes de pessoal provavelmente poderão acontecer. Não adianta deixar sobrar dinheiro na mão do trabalhador se ele não terá emprego no mês seguinte, ressalta.

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