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Os cuidados com o empréstimo pessoal

Pedir dinheiro ao banco somente em casos extremos, aconselha especialista

Isis Coelho |

Quando as dívidas apertam, o empréstimo pessoal acaba surgindo como solução. Mas neste momento, especialistas recomendam cautela. Além de o crédito estar mais caro, as instituições financeiras ficaram mais seletivas e atentas ao grau de endividamento dos consumidores. Ninguém sabe até que ponto a crise vai afetar a economia do País, alerta Luiz Paulo Fávero, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

Caso reste apenas a opção pelo empréstimo, antes de ir a um banco ou a uma financeira, ele aconselha buscar um amigo ou alguém da família que possa emprestar o dinheiro a uma taxa de juros mais baixa que a cobrada no mercado. Pode-se negociar taxas próximas a de uma poupança, que chega a 1%, por exemplo, diz.

De acordo com relatório mensal da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa média de juros anuais do empréstimo pessoal em bancos subiu de 85,21% em setembro de 2007 para 90,12% em setembro de 2008. Já em financeiras, a taxa pulou de 258,26% ao ano (a.a.) para 263,71% a.a..

Outro inibidor são as condições de pagamento. Os prazos foram reduzidos para 12 meses em setembro, ante os 24 oferecidos em agosto. Recorrer a este dinheiro só deve ser considerado em situações realmente emergenciais, afirma Fávero. Na opinião do professor, é importante evitar gastos desnecessários.

Fávero explica que fazer uma reserva de valor, como uma poupança, é o melhor caminho para não cair neste tipo de armadilha. A prevenção ainda aumenta a auto-estima da pessoa, por deixá-la tranquila ao saber que tem um bom dinheiro guardado, completa.

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