Resposta mostra perspectiva de carreira do próprio profissional

Navegar é preciso. Viver não é preciso, já dizia Fernando Pessoa. Questões filosóficas à parte, planejar a carreira ou ao menos vislumbrar onde se quer estar daqui a um tempo é muito importante, na opinião dos consultores de carreira ouvidos pelo iG.

Para Elmano Nigri, fundador e presidente da Arquitetura Humana, empresa especializada em Gerenciamento Estratégico Humano, se uma pessoa é questionada sobre seu futuro em uma entrevista profissional ela deve ter uma resposta assertiva.

Visão - Quando um recrutador pergunta onde a pessoa quer estar daqui a cinco anos, ele quer saber qual é a visão e perspectiva que o candidato tem do seu crescimento, do seu potencial e da sua autoconfiança, afirma. O consultor acrescenta que se a pessoa avaliada não mostrar determinação nas suas respostas, com certeza ela não será contratada.

Determinação e resiliência são fatores que com certeza ajudarão a qualquer candidato no seu processo de escolha para um determinado cargo, e quanto mais alto for o cargo dentro de uma organização, mais crítico o aspecto da certeza e convicção do candidato, diz Nigri.

Incertezas - É comum pessoas mais jovens não terem muito definido o que querem, a médio prazo, pois estão numa fase de experimentação.  Existem momentos de vida, de pessoas mais velhas também, que elas querem redirecionar a carreira e as reavaliações ocorrem, complementa Eliane Figueiredo, diretora-presidente da Projeto RH.

Não saber aonde se quer chegar, no entanto, não é necessariamente ruim, opina Ricardo Jordão Magalhães, fundador da Biz Revolution, empresa de marketing. Para ele, mais importante do que ter um planejamento estratégico, é ter um pensamento estratégico.

Sem bola de cristal - Há cinco anos, não existia o YouTube. É impossível prever o futuro, mas é possível se preparar todos os dias para o que virá. As pessoas passam a vida querendo escrever um livro, mas nunca começam. Se escreverem um parágrafo por dia, em um ano, terão o seu livro, argumenta Magalhães. 

O empresário Marcelo Leão, que hoje tem 36 anos, conta que apesar de sempre ter se planejado, a vida tomou rumos diferentes. Quando estava na faculdade de Direito, eu queria ser Procurador do Estado. Até fiz estágio no órgão público, mas surgiu a oportunidade de trabalhar na empresa da minha família e fui, conta. Hoje, ele não é nem procurador nem advogado.

Mas planejei estar na situação financeira e familiar que estou. Acho muito importante ter uma direção, ainda que você encontre algumas curvas que te mostrem caminhos diferentes para que você possa escolher.

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