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Diante do cenário de crise, especialista recomenda evitar os impulsos consumistas de fim do ano

Chegou o fim de ano e com ele o 13º salário. Mas em vez de se empolgar e sair gastando, vale a pena planejar a melhor maneira de aplicar o dinheiro que entra. Sobretudo, diante do panorama atual, à beira de uma expectativa de recessão.

Segundo Alexandre Assaf Neto, professor de Finanças da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), com o colapso do sistema financeiro mundial, a maré não está para peixe. O efeito da crise no Brasil não é apenas uma marola, como disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirma.

De acordo com Assaf, o País passa por um momento de incerteza, em que a desaceleração da economia, o desemprego e a restrição de salários, crédito e serviços são esperados. Ao receber o 13º, o primeiro passo, aconselha o professor, é quitar as dívidas. Principalmente as de cartão de crédito e do cheque especial.

Para quem conseguir poupar, o professor da Fipecafi aconselha aplicar a quantia em fundos DI, por um mínimo de três meses. Só depois da estabilização do mercado vale a pena decidir qual destino dar ao dinheiro.

A recomendação é um Natal sem exageros, resistir às tentações das compras e adiar o consumo nos próximos quatro meses. Nem é preciso deixar de comprar presentes, mas não é o momento para trocar de carro, programar uma viagem internacional ou adquirir eletroeletrônicos. Se o consumidor poupar o máximo que puder, nos próximos meses ele certamente poderá comprar mais, com a mesma quantia, alerta o especialista.

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