Associação Brasileira de Estágios prevê cortes de 220 mil vagas

Cerca de 220 mil vagas de estágio deixarão de existir em todo País. A afirmação é do diretor-presidente da Associação Brasileira de Estágios (Abres), Seme Arone Junior sobre os impactos da nova lei de estágios nº 11.788. Na  sua  opinião,  além dos reflexos negativos da regulamentação, a crise que assola a economia americana contribui para refrear ainda mais a abertura de novas vagas. Uma retração econômica pode acarretar no corte de funcionários e o estagiário é um dos primeiros a ser dispensado, afirma.

Criada para evitar a contratação de estudantes no lugar de profissionais, a regulamentação vem provocando discussões acaloradas desde que foi sancionada, no final de setembro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Arone Junior, ela elevará os custos para as empresas. Isso porque, entre as mudanças, está previsto o pagamento de férias remuneradas de 30 dias, após um ano de estágio ou proporcional ao tempo de casa, vale-transporte, bolsa-auxílio e assistência médica. A companhia só não terá de arcar com encargos trabalhistas como INSS ou fundo de garantia, diz.

Ricardo Romeiro, gerente nacional de estágio e desenvolvimento de novos talentos do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) - criado para promover a interação entre a indústria e a universidade -, afirma que a nova lei traz outro desafio para as empresas. Como não está previsto um período de adaptação, elas precisarão correr para se adequar à legislação, que já está valendo para os novos contratos.

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