Tamanho do texto

Professor da ESPM-SP afirma que demanda é ainda maior em altos níveis hierárquicos

Na hora de planejar a trajetória de aperfeiçoamento profissional, muitos se vêem diante de uma encruzilhada, cujas opções apontam para lados aparentemente opostos: investir em uma especialização ou buscar cursos que permitam uma visão mais generalista.

Nesse momento de indecisão, a primeira coisa a fazer, segundo Licinio Mota, diretor-geral de pós-graduação da ESPM - São Paulo, é avaliar o que o profissional quer no longo prazo. “À medida que o funcionário avança na hierarquia, ele precisa aprimorar sua visão generalista”, afirma Mota. “Os resultados não vêm de uma área específica, mas sim da conjunção delas e o gestor deve ser capaz de enxergar o todo.”

Motta, da ESPM-SP: leitura de livros e jornais colabora com visão generalista
Divulgação
Motta, da ESPM-SP: leitura de livros e jornais colabora com visão generalista
De acordo com ele, apesar de cada um ter sua especialidade, isso não anula a necessidade de estar atento a outras áreas. “Como diz o ditado, é preciso ter a visão da floresta, mas entender da árvore.”

Além do ambiente acadêmico

A demanda das empresas por pessoas com visão mais ampla fica ainda mais evidente nas companhias que incentivam a rotatividade dos profissionais pelas diversas áreas, para que estes possam entender o funcionamento do todo.

Essa postura também acaba levando muitos profissionais a buscar cursos de negócios com abordagem multidisciplinar, que permitem ter noções de finanças, marketing, gestão de pessoas, entre outros temas. “É cada vez mais comum profissionais, inclusive maduros, procurarem cursos para formação generalista”, afirma.

Apesar disso, Motta lembra que essa competência não precisa ser desenvolvida, necessariamente, na universidade. “Há diversas formas de desenvolver uma visão mais ampla. Entre elas o estudo e a leitura de livros e jornais.”

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.