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Mercado financeiro busca profissionais para apagar incêndios

Com a crise, recrutadores enxergam mudanças no perfil de quem atua em bancos e uma volta de brasileiros que trabalham no exterior

Andrea Giardino |

O cenário para os profissionais de finanças no País começa a mudar sensivelmente em relação aos últimos dois anos, reflexo da crise americana. Foi-se o tempo em que havia uma disputa acirrada pelo passe de muitos talentos por bancos de investimento, sobretudo com a vinda de grupos estrangeiros. Movimento que chegou a inflacionar salários e resultar em bônus para lá de polpudos.

A festa acabou, afirma Luiz Valente, diretor-geral da Hays no Brasil, consultoria que atua no recrutamento de alta e média gerência.  No entanto, em razão do mercado local estar mais preparado frente às turbulências, ele afirma que há interesse de alguns brasileiros que atuavam no exterior em voltar. Temos tido ligações de profissionais que hoje trabalham em bancos da Europa e dos Estados Unidos, atrás de oportunidades no Brasil, revela.

Diante da iminência de possíveis demissões, Valente também vê um outro quadro despontando. Funcionários de bancos de investimentos, que entraram no País recentemente, em busca de novas posições. Na sua opinião,  isso vem acontecendo por eles estarem em empresas que lá fora vivem momentos de incertezas.

Tivemos um aumento de 15% nas últimas três semanas no volume de currículos recebidos ligados a área financeira, afirma o diretor da Hays. São profissionais altamente qualificados, que atuam em bancos estrangeiros e passaram a preferir os nacionais, colocando em segundo plano a questão salarial.  Boa parte, com medo que aconteça algo onde estão, observa Valente.

Por outro lado, a consultoria enxerga uma tendência dos bancos de investimento em ter profissionais menos direcionados à captação de negócios e mais focados em atividades ligadas ao controle de riscos.

Opinião dividida pelo headhunter Felipe Assunção, sócio da A2Z Consultoria, empresa que atua no recrutamento de executivos. Muitos também estarão voltados a apagar incêndios, diz. Para ele, os fortes ventos que agitam o mercado financeiro também deverão provocar alterações relacionadas à contratação de executivos de alto nível, tanto em instituições financeiras, como também em empresas da chamada economia real.

Ao contrário do que se imagina de imediato, Assunção diz que crises como esta não paralisam as trocas de comandos. Passamos a ver uma mudança nas características dos candidatos mais desejados, explica. As oportunidades surgem para profissionais com perfil estratégico.

Para Carlos Eduardo Dias, diretor de operações da Alpen Executive Search - divisão especializada na seleção de altos executivos da Allis, consultoria de RH -,  o setor de bancos deve sofrer uma consolidação. Ou seja, instituições de maior porte devem comprar as  menores. O que levará muitos profissionais a ficarem disponíveis no mercado. Haverá um desaquecimento em torno de 30% nas contratações e muitos migrarão para empresas, afirma.

Dias acredita que as instituições financeiras deixarão de ser o principal  celeiro de oportunidades. Os bônus vão diminuir drasticamente, tornando as práticas de remuneração das companhias muito mais próximas dos bancos, explica. 

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