Boa formação cultural e conhecimento de outro idioma são algumas das demandas do segmento que está em ascensão

Entender sobre obras de artes, bebidas sofisticadas e jóias não é mais preocupação apenas daqueles que consomem esses produtos, mas também dos profissionais que trabalham, ou pretender atuar, no ascendente mercado de luxo.

Essa área que deve crescer 22% em 2010 no Brasil, passando de um faturamento de US$ 6,23 bilhões, em 2009, para US$ 7,59 bilhões este ano, traz boas oportunidades de carreira.

De acordo com pesquisa realizada pela MCF Consultoria e Conhecimento em parceria com a GfK Brasil, a média salarial no mercado de luxo é R$ 2762. “A remuneração desses profissionais é mais elevada, até mesmo em função do nível de exigência”, afirma André Munhoz, sócio da consultoria Munhoz e Fernandes.

Segmento deve crescer 22% em 2010 no Brasil, movimentando US$ 7,59 bilhões
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Segmento deve crescer 22% em 2010 no Brasil, movimentando US$ 7,59 bilhões
O especialista comenta que para trabalhar nesse segmento o profissional deve ser graduado em faculdades renomadas, ter bom nível cultural e, de preferência, inglês fluente. “Deve ser uma pessoa capaz de tratar de assuntos do cotidiano do consumidor de luxo, ou seja, é preciso ter informações sobre artes, economia etc”, explica.

De acordo com Munhoz também é importante que o profissional esteja acostumado a lidar com pessoas com alto poder aquisitivo. “Ele precisará saber em que locais levar o cliente, já que esses negócios nem sempre são fechados em escritórios”, diz. “É importante que o profissional conheça bem regras de etiqueta e não fique deslumbrado com as situações que vai vivenciar.”

Na máquina da sofisticação

Há seis anos trabalhando no mercado de luxo, Elena Farah, gerente-geral da Aston Martin no Brasil, iniciou sua trajetória nesse segmento na área de moda. “Sou formada em biomedicina e trabalhei muito anos na área administrativa em saúde, até que surgiu a oportunidade de ir para o setor de moda”, diz.

Ao longo desses anos de dedicação ao mercado de luxo, Elena ganhou muita experiência para atender a um público altamente exigente. “Fui me especializando e fiz cursos no exterior. Com a Aston Martin, por exemplo, participei de treinamentos fora do país para conhecer melhor o veículo e detalhes de sua fabricação”, diz.

Outro ponto importante, segundo Elena, é manter-se atento ao que acontece no mundo. “O profissional deve absorver todo conhecimento possível. Para isso é preciso ler muito”, afirma.

A executiva conta que para atuar no segmento o profissional deve ser culto e ter facilidade para se relacionar. “O cliente que nos procura não vai falar apenas de carro, daí a importância de ter desembaraço e afinidade com outros temas.”

Com essas exigências, muitas vezes não é fácil encontrar candidatos e quanto mais luxuosa a marca, maiores as demandas. No caso da Aston Martin, Elena comenta que todos os profissionais são treinados diretamente na sede da empresa, na Inglaterra, o que pede fluência em inglês.

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