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Carreiras
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Mercado da moda se profissionaliza e vira opção de carreira

Variedade de opções de trabalho é uma das vantagens da profissão

Patrícia Lucena, iG São Paulo |

As vésperas do maior evento lançador de tendência de moda no País, o São Paulo Fashion Week, muitos querem saber se o próprio mercado de moda é a próxima tendência da estação. Andréia Miron, professora da Faculdade Santa Marcelina, uma das pioneiras de cursos na área, acredita que esse mercado está em contínuo crescimento não só por uma questão financeira, mas também pela evolução e profissionalização pela qual vem passando. “Hoje em dia, a moda não é só um ‘achismo’, mas sim um processo de estudo e pesquisa”, ressalta Andréia.

Há pouco mais de uma década, as referências dessa área no Brasil vinham sempre do mercado europeu. As revistas brasileiras faziam seus editorias de moda baseadas nas internacionais. Assim como os estilistas, que acabam seguindo as tendências ditadas pelos outros países.

Atualmente, a indústria da moda brasileira reúne 30 mil empresas, movimenta R$ 50 bilhões ao ano e emprega 1,7 milhão de pessoas.

Para Evilásio Miranda, gerente de projetos da Associação Brasileira de Estilistas (Abest), o mercado da moda ainda é muito novo no País, mas está se profissionalizando. “Essa área começou a crescer há uns 10 ou 15 anos. Isso tem muito a ver com a história do calendário oficial de moda, representado pelo São Paulo Fashion Week.”

Embora a moda feminina continue a ser a principal atração do calendário, Evilásio analisa que as coleções masculinas estão ganhando cada vez mais espaço. “Uma vez eu julguei um concurso de novos talentos e metade dos estilistas que foram para a final fazia coleções masculinas”, conta.

Opções de trabalho

Para quem pensa em atuar na área, um dos grandes atrativos desse mercado é a variedade de escolhas profissionais que ele abre. Trabalhar em ateliês de criação, em confecções ou lojas são as mais conhecidas. Mas o mercado da moda também oferece diversas outras opções. “Posso trabalhar em revista, produção, consultora, personal stylist”, enumera Andréia Miron. “É um campo bem amplo, que abrange muitas áreas.”

Outro setor que está crescendo é o do e-commerce. “Estamos tentando nos aproximar cada vez mais. As lojas virtuais estão aumentando”, afirma Evilásio Miranda. “Os sites atingem o mundo inteiro. Se você vende apenas para uma loja em Nova York, apenas aquelas pessoas vão conhecer seu produto.”

Cursos

Com a profissionalização do mercado de moda brasileiro, várias universidades começaram a criar cursos especializados.

Segundo Andréia Miron, há 22 anos só havia a Santa Marcelina como faculdade de moda. Hoje, esse número aumentou para 170 instituições de ensino. “Não se pensa mais na moda em torno de vaidade e estética, mas como algo profissional.”

De acordo com Evilásio Miranda, faltam no mercado profissionais de gestão com olhar voltado para a moda. “Eles têm que entender a cabeça dos estilistas. Quem gosta de moda tem que sabe que não é só criação, existe uma gestão profissional por trás de tudo”, afirma.

São Paulo Fashion Week

Em 1996, foi criado o Morumbi Fashion Brasil, com quatro desfiles diários e um público de cerca de 300 pessoas. Em janeiro de 2001, o evento passou a ser chamado São Paulo Fashion Week (SPFW).

Durante este tempo, os estilistas, produtores e modelos foram se profissionalizando e ganhando espaço na área. Na opinião de Andréia Miron, com o SPFW o interesse por esse mercado aumentou e a moda se tornou algo mais sério.

Para ela, o evento atendeu ao desejo das pessoas de conhecer melhor a cultura da moda. “Graças a ele, o mercado brasileiro passou a ser reconhecido lá fora. O SPFW só agrega valores positivos, dá força aos profissionais que estão entrando nesse mercado.”

Na opinião de Evilásio Miranda, foi a partir do SPFW que a moda brasileira foi para a televisão, revistas e jornais. “O evento deu uma visibilidade enorme. Antes as pessoas viam a moda como uma futilidade. Hoje, é uma indústria forte que gera empregos.”

Com duas edições anuais, o evento movimenta os segmentos de turismo, hotelaria, serviços, alimentação, transporte e varejo. E tornou-se o principal marco do calendário de moda brasileiro, ao lado do Fashion Rio.

O SPFW, edição inverno 2011, acontece de 28 de janeiro a 2 de fevereiro no Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera. Mais informações sobre o evento podem ser conferidas no site do Fashion Forward

Números do setor

- 30 mil empresas no Brasil

- 1,7 milhão de empregos diretos

- 2º maior empregador da indústria de transformação

- Investiu US$ 13 bilhões nos últimos 10 anos

- 5º maior parque têxtil do mundo

- 2º maior produtor mundial de denim

- 3º maior produtor mundial de malha

- 9 bilhões de peças de confecção produzidas por ano

- Faturamento: US$ 47,6 bilhões em 2009, ante a estimativa de US$ 52 bilhões em 2010.

- Exportações: US$ 1,2 bilhão em 2009, ante a estimativa de US$ 1,4 bilhão em 2010.

- Investimentos do setor: US$ 867 mil em 2009, ante a estimativa de US$ 2 bilhões em 2010.

- Geração de empregos: 11.844 em 2009, ante a estimativa de 65 mil em 2010.

Para 2011, é esperado que sejam criados cerca de 40 mil novos postos formais de trabalho. O faturamento deve ser de US$ 54 bilhões.

Fonte: Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit)

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