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MBA: aberto ou sob medida ?

Quando cursar uma especialização ¿in company¿, paga pela empresa, conta pontos no currículo. Veja a opinião dos consultores

Andrea Giardino |

Nos últimos anos muitas empresas deixaram de subsidiar MBAs tradicionais a seus funcionários e apostar nos programas de especialização desenhados sob medida. O objetivo: atender às suas necessidades específicas de negócios.

Apesar de, na maioria dos casos, o conteúdo das aulas ser de responsabilidade de escolas de primeira linha, muitos profissionais questionam se os cursos in company realmente valem ponto no currículo.

Para grande parte dos consultores e analistas, qualquer tipo de investimento ligado à formação sempre é um ponto bastante positivo. Mas, na hora da contratação, o MBA tradicional e o MBA "in company" têm o mesmo peso?

A diferença do in company em relação ao MBA tradicional está em sua aplicação prática, ressalta Fernanda Brunetto, gerente de RH da Allis, consultoria que atua no recrutamento de executivos. O conhecimento adquirido é traduzido quase que imediatamente em resultados.

Por essa razão, Fernanda acredita que esse é um diferencial positivo de quem passa por um programa fechado. Ou seja, na hora de se candidatar a uma vaga, o profissional tem no currículo, além de sua experiência, ações concretas que refletem o que foi aprendido em sala de aula, destaca a consultora.

Na Unisys, empresa de tecnologia da informação, não há preferência entre os que possuem um MBA tradicional ou um in company. Olhamos, em primeiro lugar, se o candidato à vaga fez o curso em uma instituição renomada, afirma Luciene Santanna, gerente de RH da empresa. Até porque tem gente que possui um MBA tradicional em lugares pouco conceituados e outros com um in company realizado em faculdades de destaque.

Para Luciene, os cursos sob medida são, sim, um diferencial no currículo. A empresa só investe em profissionais que são considerados talentos potenciais, diz. Mesmo voltados para dentro de casa, ela acredita que esses cursos não se distanciam do conteúdo dos MBAs abertos. Com a globalização, os desafios, problemas, fracassos e sucessos entre uma empresa e outra são bem parecidos.  

Já Marisabel Ribeiro, diretora de desenvolvimento da Right Management, consultoria de recolocação e orientação de carreira, acredita que uma das maiores desvantagens do MBA in company é o foco em negócios, estratégias e competências valorizadas por aquela empresa. O MBA tradicional permite adquirir uma visão bem mais abrangente e ampliar os horizontes, afirma.

Outro aspecto considerado negativo por Marisabel é a questão do networking, que, nos cursos tradicionais, leva o profissional a dividir experiências diferentes de gestão. Por mais que os professores apresentem casos de outras organizações, nada se compara ao dia-a-dia de pessoas que vivem realidades distintas, pondera.

Na opinião de Marisabel, entre um candidato que fez um MBA tradicional e outro que só tem o curso "in company" no currículo, o primeiro certamente se destacará. Além de o programa ser mais denso, hoje todos sabem que quem investe num MBA aberto acaba se esforçando mais, por perder finais de semana e tirar recursos do próprio bolso."

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