Publicidade
Publicidade - Super banner
Carreiras
enhanced by Google
 

Mais perto do mercado chinês

Dominar o mandarim pode garantir uma promoção ou até cargo em multinacional

Isis Coelho |

Muitas empresas não só vêm estreitando seu relacionamento com a China como desembarcando no país. Diante desse novo cenário econômico mundial, o inglês, que ainda é a língua predominante nas relações internacionais, começa a dividir espaço com o mandarim nas mesas de negociação.

Um estudo realizado pela British Council sobre o aprendizado do inglês no mundo revela que em 2010, o mandarim será o segundo idioma mais falado no universo dos negócios, atrás apenas do inglês que continuará sendo o principal idioma. Segundo as previsões, o língua oriental deixará para trás, inclusive, o espanhol.

Os dados reforçam a necessidade dos profissionais em conhecer o principal dialeto chinês, sobretudo aqueles que atuam em empresas com parcerias comerciais junto ao país asiático. De acordo com o responsável pela divisão de engenharia da Michael Page, Cristiano Aron, entre 10% e 15% das empresas do setor que mantêm algum tipo de relacionamento com a China já buscam profissionais com domínio do mandarim. O que tem levado muitos executivos com domínio do idioma a ter uma remuneração, em média, 20% maior em relação àqueles que falam somente o inglês.

Um profissional que ocupa um cargo de gerente com inglês fluente, por exemplo, ganha entre R$ 8 mil a R$ 10 mil. Os que falam mandarim chegam a receber até R$ 12 mil, segundo Aron. "Atualmente, o profissional com mandarim disposto a seguir em frente será muito mais valorizado", acredita. "O que acontece é que o inglês falado pelo executivo chinês não é perfeito. E isso faz com que muitas vezes ele não entenda tudo o que se fala em uma reunião".

Sentindo na pele, e no bolso, a necessidade de se adaptar às novas exigências do mercado, muitos executivos têm procurado escolas de idiomas especializados na língua oriental. Na Mandarim Escola de Língua Chinesa, uma das maiores de São Paulo, a demanda pelas aulas do idioma cresceram cerca de 30% em apenas um ano. As pessoas procuram os professores de olho nas oportunidades de crescimento profissional, afirma Victor Key Harada, diretor da escola.

Foi o caso de Marinei Bareisys Salotto, 47 anos, que começou a estudar o idioma há dois anos. A necessidade surgiu quando ela trabalhava em uma empresa de importação e exportação. Apesar de se comunicar bem em inglês, o contato diário com os chineses aguçou sua vontade de conhecer mais sobre o país. Dominar a língua e um pouco da cultura daqueles com quem você lida o dia inteiro, além de facilitar a comunicação, ajuda a estreitar os laços comerciais, conta Salotto.

A expansão do ensino do mandarim no Brasil, entretanto, não é de hoje. Nos últimos quatro anos, a vinda de empresas chinesas para o país e o estreitamento das relações internacionais Brasil-China contribuíram para esse aumento da demanda de escolas especializadas no idioma.  Muito embora, o domínio da língua continue representando uma tarefa que exige esforço e dedicação.

Muita gente desiste do curso por não ter tempo de estudar em casa, revela Harada.  Isso acontece, muitas vezes, porque a língua é 100% baseada em ideogramas. A escrita com alfabeto romano - com as letras que todos aprendemos na escola¿ é apenas simbólica. Utilizada apenas para o ensino da língua, completa.

Apesar das dificuldades de aprender a se comunicar em um idioma totalmente diferente do português, vale a pena encarar os quatro anos de curso e sair falando mandarim. Além de ser um diferencial em seu currículo, conhecer a língua pode ser essencial na hora de conseguir uma promoção no seu trabalho ou um cargo-chave em uma multinacional.

 

Leia tudo sobre: ig empregosig empregos carreiramandarim

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG