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Estudo da FIA foi realizado com alunos de escolas de negócios do Brasil e Europa

São Paulo ¿ O modelo de liderança paternalista que relaciona a ação do gestor com compreensão, protecionismo e amizade é a preferida entre os brasileiros. A conclusão é do estudo publicado por Alfredo Behrens, professor e pesquisador do Profuturo (Programa de Estudos do Futuro) da FIA (Fundação Instituto de Administração), com alunos de MBA do Brasil e da Europa.

A pesquisa revelou que o estilo de governança preferido entre os estrangeiros é do líder com foco intelectual, aquele que consegue conquistar a admiração de seus colaboradores pelo seu conhecimento, enquanto que para a maioria dos trabalhadores brasileiros, o preferido é o líder protetor.

Estilo preferido - A identificação do estilo de liderança preferido em cada região, de acordo com os responsáveis pela pesquisa, é essencial para garantir a eficácia da gestão. O estudo permite concluir que o modelo eficiente de liderança no estrangeiro não se aplica ao estilo brasileiro.

A pesquisa da FIA não aponta um modelo de liderança ideal: o modelo intelectual funciona melhor na Europa e nos Estados Unidos, entre funcionários de indústrias da inteligência, como escritórios de advocacia, bancos, consultorias, que compõem a maioria dos que estudam MBAs.

Problemas - Muitos problemas na gestão de multinacionais no país decorrem dessa visão diferente entre os modelos de liderança. Algumas companhias têm problemas no Brasil por recrutarem, para administrar suas filiais, executivos de seu país de origem ou brasileiros sem o perfil preferido aqui.

O Programa de Estudos do Futuro (Profuturo), que faz parte da FIA (Fundação Instituto de Administração), foi criado em 1978 e auxilia as empresas e instituições públicas e privadas a aprimorar seus processos de planejamento. Conta com uma equipe de engenheiros, administradores e economistas, além de especialistas externos como colaboradores e convênios de cooperação com outras instituições.

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