Entre as principais razões apontadas por pesquisa destacam-se o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida

São Paulo - A participação de jovens entre 16 e 24 anos no mercado de trabalho caiu de 26,3% em 1992 para 23,1% em 2006. Os dados são da pesquisa Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente ¿ A Experiência Brasileira Recente, divulgada no início de setembro. O levantamento foi coordenado pela  Comissão Econômica para a América latina e Caribe (Cepal), em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com o estudo, essa retração na ocupação profissional do jovem brasileiro decorre, entre outros fatores, do envelhecimento populacional e da maior expectativa de vida. A dificuldade da inserção dos jovens no mercado de trabalho é confirmada pelas variações nas taxas de desemprego. Entre as pessoas com 25 anos ou mais, o percentual subiu de 4,3% para 5,6% (uma alta de 32%), enquanto a dos jovens cresceu de 11,7% para 17,9% (uma alta de 53%).

Além disso, nas últimas décadas, houve mudanças nos padrões de transição dos jovens para a vida adulta em função de transformações econômicas e sociais. O  aumento da expectativa de vida, a demanda por escolaridade no mercado de trabalho e a crescente dificuldade de inserção profissional da juventude têm feito com que os jovens passem mais tempo na escola e comecem mais tarde a carreira. Enquanto em 1992 apenas 30,7% dos jovens estudavam, em 2006 esse percentual subiu para 42,3%.

Ainda segundo o estudo, a dificuldade de inserção no mercado de trabalho para os jovens que não estudam é bem maior. Em setembro de 2006, 6,3 milhões de brasileiros entre 16 e 24 anos (cerca de 20% da população nessa faixa etária) não estudavam e nem estavam trabalhando.

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