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Carreiras
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Insatisfação contribui para mudança de área

Redirecionar carreira, em muitos casos, é alternativa para realização profissional

Rachel Sciré |

Escolher uma profissão é tarefa difícil e nem todas as pessoas acertam logo de primeira. Se isso acontece, não se desespere. Sempre há tempo para descobrir as verdadeiras aptidões e dar um novo rumo à carreira.

Foi o que aconteceu com Liliana da Silva Lopes, 34 anos, formada em administração. Apesar de adorar o curso quando estava na faculdade, logo que começou sua trajetória profissional percebeu que não tinha o perfil para sobreviver á selva do ambiente corporativo. Depois de passar por um estágio no Citibank e trabalhar por dois anos na área de crédito da Credicard, os dias dentro do escritório foram se traduzindo em angústia. Minha vida não fazia mais sentido, porque vivia à espera do fim-de-semana, lembra.

Mesmo em meio à insegurança do que seria seu futuro, Liliana pediu demissão. Tentou, então, dar mais uma chance à carreira na área de gestão. Decidiu trabalhar com o terceiro setor, na área de projetos do Instituto Ayrton Senna. Ficou lá por um ano e novamente decidiu sair.

Naquele momento, sabia que estava rompendo de vez o elo com a administração. Em busca de uma nova ocupação, Liliana começou a prestar atenção em suas características pessoais e no que realmente gostava de fazer. Sabia que tinha disciplina e comprometimento, mas não suportava o martírio de passar horas e horas fechada em um escritório.

Queria liberdade para fazer seus horários e ser dona da sua vida. Resolveu estudar línguas e, há cinco anos, atua como tradutora independente. Mudar de área representou para mim um enorme respeito pelo meu jeito de ser, diz.

Autoconhecimento - Para Telma Guido, consultora da Right Management, empresa especializada em orientação de carreira, Liliana agiu de maneira correta. Uma transformação drástica na carreira significa construir uma nova identidade, o que exige ter autoconhecimento, explica.

Além de olhar para si e ter clareza de suas características, aptidões e deficiências, a especialista ressalta a importância de analisar o cenário, se há demanda do mercado e relacionar ao que se gosta de fazer. É preciso dedicar tempo à reflexão. Ter pressa não ajuda e pode gerar decisões precipitadas, além de frustração, afirma.

Nesse sentido, vale até buscar ajuda de um profissional especializado, como um psicólogo ou um orientador de carreira. Telma destaca que a mudança na trajetória profissional costuma ser mais freqüente entre jovens. Ao sair da faculdade ainda se está em um período de adaptação e as pressões externas são menores, observa.

E como repensar as escolhas requer um recomeço, muitas vezes com outra faculdade ou curso, o profissional em início de carreira tem mais chance de conseguir se encontrar na nova área. 

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