Especialista afirma que dados, como estado civil, ajudam o recrutador a escolher o profissional que se encaixa ao perfil da vaga

Durante a disputa pela prefeitura de São Paulo, uma peça publicitária de campanha da candidata Marta Suplicy (PT) gerou polêmica.  A propaganda questionava se o prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) era casado e tinha filhos.

O assunto, ao ganhar destaque na grande imprensa, consequentemente, provocou burburinho nas rodas de amigos. Afinal, aspectos da vida pessoal devem ou não  influenciar a contratação de um profissional?

Quando estrutura um currículo, o candidato deve colocar um resumo de suas informações pessoais. Entre as mais comuns estão endereço, telefone, e-mail, data de nascimento e estado civil. De acordo com Elisabete Alves, especialista em gestão da Idort, consultoria que atua na área de soluções empresariais, estes são dados importantes que ajudam o recrutador a conhecer um pouco sobre quem está selecionando, explica.

Posições que exijam do profissional viajar constantemente, afirma Elisabete, em geral, acabam sendo preenchidas por pessoas mais jovens, solteiras e sem filhos. Não se trata de discriminação, ressalta.

Na sua opinião, embora essas informações influenciem no momento da escolha, não costumam ter caráter eliminatório. O que realmente importa durante uma seleção é a experiência, diz. O currículo funciona apenas como a primeira fase de uma seleção que pode, em alguns casos, ser longa e bem mais detalhada, completa Elisabete.


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