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Salários e benefícios variam entre diferentes países

São Paulo ¿ Estudo da Mercer, denominado Planos de Remuneração ao Redor do Mundo, identificou que aumentos salariais obrigatórios, participação nos lucros, pagamentos adicionais de férias ou bônus variando de 12 a 16 meses, subsídios de refeição e transporte, são alguns dos programas de pagamento que variam de país para país.

A Mercer afirma que é necessário que as multinacionais entendam as diferentes práticas obrigatórias e costumeiras existentes entre os países para administrar com eficácia de custos uma força de trabalho global.

A empresa acredita que os empregadores de empresas multinacionais devem primeiramente desenvolver uma perspectiva global e, em seguida, interpretá-la à luz das práticas e exigências salariais existentes em cada país. Dessa forma, a consultoria acredita que as companhias serão capazes de assegurar uma estratégia de remuneração global consistente e racional, que seja relevante e aplicável nos mercados locais em que operam.

O guia da Mercer sumariza as práticas de remuneração e as variações regulatórias em mais de 45 países. O relatório inclui práticas de remuneração, como componentes salariais típicos e inclui pagamentos em espécie para transporte, refeições ou férias, número de salários mensais, aumentos salariais obrigatórios e frequência dos aumentos salariais.

Aumentos ¿ O guia aponta que um fator que continua a representar um desafio são os aumentos salariais obrigatórios. Nos países da América do Norte e América do Sul, por exemplo, a maioria dos países, incluindo o Canadá, não tem aumentos salariais obrigatórios.

No Brasil, os aumentos se tornam obrigatórios após negociação com os sindicatos da categoria ou de classe, e não de forma automática, enquanto na Colômbia aumentos salariais são exigidos apenas para empregados que recebem salário mínimo.

Nos Estados Unidos não há aumentos salariais obrigatórios para trabalhadores não sindicalizados, embora possam ter dispositivos de aumentos salariais em seus contratos de trabalho, não sendo, porém, exigidos pelo governo.

Na Europa, os aumentos salariais frequentemente são ditados por convenções coletivas de trabalho. Ainda que os aumentos salariais não sejam obrigatórios na Finlândia, Alemanha e Suécia, por exemplo, são constantemente incluídos nos acordos coletivos.

Na Turquia e na Dinamarca, são exigidos apenas nos casos em que existem forças de trabalho sindicalizadas. Na Grécia, são obrigatórios apenas para os empregados que recebem salário mínimo. Outros países europeus, incluindo o Reino Unido e a Polônia, não tem aumentos salariais obrigatórios.

Na maioria dos países na Ásia-Pacífico, como nas Américas, não há essa obrigatoriedade. Na Malásia, porém, é exigido aumento salarial para os trabalhadores sindicalizados e de produção.

Diferenças ¿ Além dos aumentos salariais obrigatórios, outras práticas de remuneração que diferem de país para país incluem a garantia de pagamentos adicionais em espécie (pagamentos aos empregados além dos salários, independentemente do desempenho), como subsídios de transporte, refeições ou férias.

Na América do Norte e Sul, por exemplo, existem países em que é obrigatório o pagamento de salários adicionais representados pelo pagamento de um 13o salário, adicional de férias ou pagamento de participação nos lucros.

Na Argentina, a legislação exige o pagamento de um 13o salário, enquanto no Brasil é exigido que as empresas paguem um adicional de férias e um 13o salário. No México e em Porto Rico, os adicionais de férias são obrigatórios. Além disso, no México a participação nos lucros é obrigatória.

Auxílio para transporte (reembolso de transporte coletivo ou ajuda de custo de automóvel) é comum no Brasil, Chile e Colômbia, mas não nos Estados Unidos ou Canadá. Auxílios de refeições (vale-refeição e vale-alimentação) são obrigatórios na Venezuela. 

Na Europa, em alguns países incluindo Itália, Portugal e Espanha, é obrigatório o pagamento de salários adicionais. Na Itália, por exemplo, quase todas as empresas pagam um 13o salário a todos os empregados, enquanto outras empresas pagam um 14o salário.

Em Portugal e na Espanha são obrigatórios, respectivamente, um 13o e um 14o salários. Na Bélgica, França e Noruega, é obrigatório auxílio de transporte. Ainda que, carro de empresa seja comum em alguns países europeus, incluindo Bélgica e Irlanda, isso não é tão prevalecente na região quanto nas Américas do Norte e Sul.

Na Ásia-Pacífico, alguns países, incluindo Índia, Indonésia e Filipinas, exigem o pagamento de salários adicionais. Em outros países, como Hong Kong, Cingapura e Taiwan, 13 ou 14 salários são comuns, enquanto em países como China e Malásia, a prática existe mas é menos comum. O benefício de automóvel e o auxílio de refeição são práticas comuns em muitos países asiáticos, entretanto essas práticas salariais não são tão prevalecentes quanto o auxílio transporte.

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