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Fuja das armadilhas do cheque especial

Taxa de juros elevada exige cautela e bom senso para quem precisar recorrer a esse tipo de empréstimo, segundo aconselha especialista

Isis Coelho |

O cheque especial é uma das opções de empréstimo mais utilizada pelos brasileiros. Dados do Banco Central (BC), divulgados na última quarta-feira (22), apontam que só no mês de setembro cerca de 20 mil concessões de limite adicional foram autorizadas pelos bancos aos correntistas.
 
Entretanto, o que muitos esquecem é que a taxa média de juros do cheque especial está entre as mais altas do mercado. Estudo realizado pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que o índice pulou de 143,28% ao ano (a.a) em setembro de 2007 para 148,48% a.a. em setembro de 2008.

O cheque especial é perigoso porque se não houver controle, a pessoa começa a usá-lo como se fizesse parte de sua renda, diz Luiz Paulo Fávero, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

Foi o caso do professor Danilo Santos. Há 5 anos, ele precisou abrir uma conta no banco para receber a bolsa-auxílio do estágio. Ganhou um limite na conta, o famoso cheque especial, de R$ 100, e não viu problema algum em utilizá-lo. Meu despreparo em lidar com dinheiro fez com que achasse normal entrar no limite de vez em quando, conta. 

Mas ao sair do estágio, Santos se viu com uma dívida maior do que poderia pagar. Resultado, seu nome foi para o Serasa ¿ cadastro de devedores - duas vezes. O banco não quis fazer acordo até que o saldo ultrapassou o valor de R$500, só de juros, que eu não tinha como cobrir, lembra.

Depois de algumas conversas, Santos conseguiu parcelar em cinco vezes a dívida e, após quitá-la, hoje toma mais cuidado para não cair na mesma armadilha. A gente nunca sabe o dia de amanhã, conta.

Luiz Fávero, da Fipecafi, alerta que em casos onde a taxa de juros é variável, como o do cheque especial, a pessoa deve se programar para quitar os valores o mais rápido possível. Esse dinheiro deve ser utilizado em situações realmente emergenciais, diz o professor. Caso contrário, o melhor é apertar o cinto e diminuir o consumo.


 

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