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Financiamento é alternativa para pagar a faculdade

No Brasil há programas de crédito para quem quer ingressar numa universidade e não tem dinheiro para pagar uma faculdade particular

Andrea Giardino |

A crise financeira que tem afetado o financiamento de carro e da casa própria ainda não chegou no mercado de educação. Quem quer ingressar numa universidade, mas não tem dinheiro para pagar uma faculdade particular, conta com hoje três programas de crédito no País. Dois deles são do Governo Federal, o Universidade para Todos (ProUni) e o Financiamento Estudantil para o Ensino Superior (Fies). Este último beneficiou, desde 1999, 500 mil alunos de baixa renda.

Ambos oferecem bolsa, que variam de 25% a 100% do valor da mensalidade, para os alunos que comprovem carência de recursos. Com as novas regras anunciadas, em abril passado pelo ministro da educação, Fernando Haddad, o Fies ficou vinculado ao ProUni. Ou seja, caso o estudante tenha, por exemplo, uma bolsa parcial do ProUni de 50%, ele poderá financiar os outros 50% da mensalidade com recursos do Fies.

O prazo para o pagamento do Fies também aumentou e agora corresponde a duas vezes o período de conclusão da graduação. Cursos de cinco anos poderão ser pagos em dez. A taxa de juros do financiamento também diminuiu, principalmente para as carreiras consideradas prioritárias como as licenciaturas, pedagogia, normal superior e cursos de tecnologia. Nesses casos, a taxa passa de 9% para 3,5% e nos demais cursos os juros caem para 6,5%.

Para concorrer a uma bolsa, os interessados devem se inscrever primeiro no site www3.caixa.gov.br/fies. Depois é só pegar o protocolo de inscrição e apresentar à instituição de ensino no qual está matriculado. Em 2007, mais de 107 mil universitários inscreveram-se para as 100 mil vagas oferecidas pelo programa, desenvolvido em parceira com a Caixa Econômica Federal. Vale salientar que o processo seletivo envolve entrevista.

Enquanto no Fies basta apenas comprovar que existe carência de recursos, no ProUni exige-se do candidato à condição de bolsista integral uma renda per capita familiar de no máximo três salários mínimos. São oferecidos três tipos de bolsa, uma integral e as outras duas de 25% e de 50%. É possível escolher qualquer uma das 1,4 mil instituição de ensino conveniadas ao ProUni.  Este ano estão sendo concedidas 180 mil bolsas.

Já o terceiro programa de financiamento é o PraValer, linha de crédito oferecida pela empresa Ideal Invest, que tem como sócio o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. Além de não exigir comprovação da falta de renda, o aluno pode pagar a dívida em até o dobro de tempo do curso. Ou seja, se o curso tem duração de quatro anos, o aluno pode pagar em até oito.

O Pravaler foi criado para beneficiar os alunos que não conseguem uma bolsa do governo porque precisam comprovar carência, afirma Adelmo Inamura, diretor da Ideal Invest. Em geral, as prestações correspondem à metade da mensalidade normal. Os juros variam de 0,3% a 1,5% ao mês.

Desde outubro de 2007, a Ideal Invest teve 107 mil alunos pleiteando o crédito. Hoje, há 114 instituições cadastradas espalhadas por todo o país. Segundo Inamura, é necessário que a renda da família ou do estudante seja duas vezes superior ao valor da prestação do financiamento. É possível simular o financiamento pelo site www.creditopravaler.com.br .

O modelo da Ideal Invest é inspirado na americana Sallie Mae, gigante que financia cursos universitários para milhões de estudantes nos Estados Unidos. Até agora, a Ideal Invest já emprestou cerca de R$ 200 milhões a 70 instituições e 5,5 mil estudantes.

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