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Financiamento da casa própria ganha estímulo com redução dos juros do FGTS

Apesar dos empréstimos caírem para uma taxa de 5% ao ano, momento exige cautela no endividamento

Rachel Sciré |

Quem sonha dar entrada na casa própria em 2009 poderá contar com uma nova ajuda do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Conselho Curador do FGTS reduziu o juro dos empréstimos de 6% para 5% ao ano, a partir de 2009. O objetivo é aumentar o financiamento de moradias populares para pessoas físicas com renda familiar bruta de até R$ 2 mil.

De acordo com Fabiano Calil, professor de finanças pessoais da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), a queda dos juros só contribui para que recursos do FGTS continuem sendo a melhor alternativa na hora de adquirir a casa própria.

Apesar de os rendimentos do fundo ser baixa, por outro lado, permite que as pessoas financiem em parcelas menores, afirma Calil. Portanto, explica o professor, ao utilizar o dinheiro do fundo, o beneficiário deixa de receber uma remuneração baixa e pode aplicar a quantia a seu favor, pagando menos juros.

Como lembra Calil, os juros compostos são os grandes vilões das dívidas a prazo. Ao financiar menos se evita que o comprador pague vários imóveis e tenha um só.

Para quem possui conta vinculada ao FGTS, a redução foi além: 4,5% de juros mais a Taxa Referencial (TR). Mudança que resulta de medida aprovada pelo Conselho em 2007, que reduz em 0,5 ponto percentual a taxa de juros para quem estiver no Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista do FGTS (Pró-Cotista).

Cautela ¿ Apesar do impulso gerado pela redução dos juros, o professor da Fipecafi adverte que 2009 não será o melhor ano para fazer um investimento grande, como a compra de um imóvel. Assumir dívidas num período de crise não é recomendado, afirma.

Para quem, mesmo assim, pretende realizar um investimento mais pesado, o professor sugere um exercício para saber se o financiamento se sustentará ao longo do tempo. A dica é projetar o valor da parcela e tentar poupar a quantia entre três e seis meses antes de entrar no negócio, ensina.

Se o dinheiro for guardado sem sacrifícios, o indício é de que será mais tranquilo honrar os compromissos financeiros. O governo tem o dever de fomentar a compra da casa, mas cabe à família avaliar se conseguirá pagar sem comprometer seu orçamento, explica Calil.

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