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Cirurgião plástico diz que o mais importante é a pessoa sentir-se bem

APARÊNCIA
¿ Exageros na aparência devem ser evitados, avisa headhunter
¿ Dicas para mulheres acima dos 40 anos

Que a aparência é importante no trabalho ninguém discute. O que pensar de um funcionário que vem sempre trabalhar com a roupa amarrotada, o nó na gravata mal dado e a barba por fazer? Ou da profissional que vive desleixada?

Mas assim como um extremo é ruim, o cuidado excessivo com a aparência tampouco transmite uma imagem positiva. Para o headhunter Marcio Bamberg, ser natural é fundamental para relações pessoais e profissionais. Querer parecer jovial é bem-vindo, entretanto, forçar a barra, não. Tudo o que ocorre de forma exagerada eu descarto, por exemplo, querer parecer jovem para concorrer a vagas, não tem como, diz.

Plástica - O mesmo vale para plásticas. Exageros são descartados, pois nota-se a pura intenção de manipular o tempo a favor de interesses, o que não pega bem. Competência não tem idade e sim associação com o tempo (idade), formação e experiência, complementa o headhunter.

Para o cirurgião plástico Alexandre Barbosa, o mais importante é a pessoa sentir-se bem com a idade que tem. Não dá para uma mulher de 50 querer parecer ter 20. Ela pode ter 50 anos e, entretanto, ser uma pessoa jovial, com viço, com brilho, comenta.

De bem - É assim que sente Nádia Nogueira, de 54 anos, diretora de vendas e marketing do Vila Naiá Hotel. Acho que a pessoa tem que se sentir confortável, claro que tem que se arrumar. Mas não adianta mudar o jeito de se vestir por causa do trabalho, vai parecer forçado, comenta.

Em seu estilo pessoal, Nádia gosta de usar roupas descoladas. Trabalho com muitos jovens, mas não é por isso que me visto de modo mais despojado. Tenho uma personalidade forte e gosto desses looks mais modernos, diz.

A pedagoga Márcia Zemella Marques, 54, comenta que o fato de gostar de se arrumar não partiu de nenhuma imposição do trabalho. Eu sou extravagante, gosto de usar coisas da moda, como esmalte rosa florescente, por exemplo.

Já o enfermeiro sanitarista Silvio Margarido, 58, comenta que seu estilo de vestir e de ser é mais conservador. Acho que a gente tem que passar experiência aos jovens, isso é o mais importante. Eu me visto de maneira comum, com calça jeans, sarja, camisa esporte. Se eu usasse roupa rasgada ou muito estampada, ia me sentir ridículo. Acho que ia perder um pouco de credibilidade também. 

No palco - Apesar de a necessidade de parecer jovem ser mais escancarada no meio artístico, a atriz Cris Bessa comenta que, para ela, o mais importante são, justamente, as diferenças. Procurar um ideal utópico e beleza é abrir mão de ser você mesma e ser só mais uma no meio de todas as outras, diz.

Basta olhar para o número crescente de atores e modelos magros e muitas vezes com plásticas faciais cada vez mais precoces para parecerem mais jovens. Como isso está virando um 'padrão' de beleza, recebe destaque quem está na 'moda', conclui.

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