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Evento discute oportunidades abertas pela crise

Alguns dos maiores nomes da gestão mundial falam na ExpoManagement sobre os impactos e perspectivas após o período de turbulência

Andrea Giardino |

 crise financeira parece não assustar alguns dos principais nomes da gestão mundial reunidos durante a ExpoManagement, que se encerra hoje (12) em São Paulo. Para eles, mesmo com a turbulência dos mercados, os bons negócios continuarão a aparecer. As melhores oportunidades estão hoje nos mercados menores, que sofrerão menos impacto com as turbulências, analisou Clayton Christensen, professor da Harvard Business School, durante sua palestra no segundo dia do evento.

Além de Christensen, outros 12 renomados pensadores participaram da sétima edição do encontro, um dos maiores do País em gestão e RH. Um público de aproximadamente 4 mil executivos esteve presente nos três dias de debates.

Muhammad Yunus, ganhador do prêmio Nobel da Paz em 2006, foi aplaudido de pé ao encerrar sua palestra com a seguinte frase: No dia 1 de janeiro de 2031, os jornais de  Bangladesh publicarão, na primeira página, um anúncio oferecendo uma recompensa de US$ 1 milhão para quem achar uma pessoa pobre no País. E ninguém conseguirá ganhar esse dinheiro. Esse é o meu sonho.

Ele falou sobre a empresa social que montou numa parceria do Grameen Bank com a Danone na França. A companhia produz iogurtes com nutrientes complementares (ferro e zinco) a um preço bem abaixo do mercado. Segundo Yunus, com dois potes do produto por semana, uma criança subnutrida pode superar todas as suas carências em dez meses. Uma lição de como o negócio social pode proporcionar boas oportunidades e contribuir para melhorar o mundo, tendo como ingrediente principal a confiança.

Presenças nacionais ¿ Entre os destaques brasileiros que participaram do evento, José Meireles de Sousa, professor do Senac-SP, analisou a condição do Brasil nas negociações internacionais. Em sua apresentação, ele mostrou que o País se apresenta em uma linha crescente. Basta observar a evolução do comércio exterior, cujo crescimento foi de 16,6% em 2007, em relação ao ano anterior, com índices de 28,8% para produtos básicos, 11,66% para os semimanufaturados e 11,9% para os manufaturados.

Quanto à crise, ele afirmou que este é um momento para crescer. Mas, para isso, é preciso aumentar o número de empresas exportadoras e valorizar mais a internacionalização do que a importação.

O consultor Julio Cardozo, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), levantou a questão das oportunidades que surgem com a crise. Só sobreviverão aqueles que melhor se prepararam e souberam calcar seus negócios com base na inovação, enfatizou.

Ele acredita que a melhor solução é apostar em gente. Quando se fala em crise, as empresas correm para cortar a folha, disse. Um grande erro, porque, além de jogarem no lixo o que foi gasto no desenvolvimento dos talentos, acabam perdendo profissionais que após o tsunami serão essenciais para a retomada dos negócios".

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